A democracia a serviço do PT! Por Edison Vicentini Barroso

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Fácil falar de democracia. O difícil é vivê-la! E o PT não gosta da democracia. Jamais gostou. Desde sua fundação, prevaleceu a concepção de que a democracia não passa de simples instrumento de tomada do poder.

É partido de conveniência, cuja vivência demonstra a ideia de que tudo e todos devem estar a serviço de seus interesses – o maior deles, o de se manter na ribalta; se possível, para sempre.

Tem horror às críticas. Ama os bajuladores, odeia os opositores, aos quais não respeita. Convive bem com quem lhe diz ‘sim, senhor’. Aos demais, oprime, agride.

Mostra desapreço pelas instituições, desacostumado da vida republicana. Faz festa a quem lhe faz as vontades, guerra a quem se lhe opõe.

Maltrata as liberdades, os direitos e valores tão caros ao povo brasileiro. Faz pouco do contraditório e da livre manifestação do pensamento. Menos, ainda, da liberdade de autodeterminação.

Serve-se do povo. Finge agradá-lo, porque de bom tom. Dele se utiliza como massa de manobra, sempre na busca do que considera bom.

Não condescende com a autonomia e a independência. Faz do cabresto ideológico instrumento de submissão, sem perdão. Agrada aos do seu agrado. Desagrada-se de quem não lhe beija a mão.

Não admite contestação. Satisfaz-se com aquele que lhe cultiva a ilusão, dando largas à característica doutrinação.

Convive bem com a corrupção. Apequena escândalos, tidos por obras de ficção. Ri-se da desesperação, inda que de toda uma nação.

Oculta-se nas dobras da escuridão, agigantando-se no obscurantismo e na falta de percepção. Foge das denúncias, qual o diabo da cruz. E sempre acha uma estratégia que minimize o senão.

Nada esclarece, confunde. Urde, questiona, recrimina. Supõe-se o dono da razão. Exemplo típico de estagnação.

Nutre-se da decepção. Tem por limite o próprio umbigo, sem medir forças para abater o inimigo. Esta, a orientação.

Estimula o ócio, pela ação da inércia na educação. A ignorância é o trono que lhe dá sustentação.

Não admite questionamento. Mas questiona, sem compaixão. Produz fanáticos, e os faz agir. Seguidores, despidos de opinião.

Usa e abusa do capitalismo, dando ênfase aos meios de produção. Mas dele reverbera, em meio ao usual sermão. Gritante contradição!

O dinheiro lhe é obsessão. Venha donde vier, sempre é bom, pois lhe atende à aspiração. Seja rico, burguês ou homem do povo, se o tiver, tem sua sagração. É o potentado maior de sua própria constituição.

Democracia é palavra vã, que lhe serve de demão. É auxiliar do momento em que se dissipa a ilusão. Tem integrantes envolvidos em escândalos desta Nação. Sempre na berlinda, nos meios de comunicação.

Consagra-se nos tribunais, por companheiros comprometidos com o célebre mensalão. Igualmente, com o recente petrolão. E assim caminha o Brasil, rumo à danação.

Tem no totalitarismo a seiva e a essência. Age furtivamente, sempre com muita paciência. É o ardil que se estabelece para ludibriar a Nação, esquecido de que a vida dá voltas, até que surja a inconformação.

Conta com o sono letárgico dos ignorantes da situação, sem se dar conta de que o mundo gira, dá voltas como o pião.

A democracia é para todos, até para o PT. Mas este a desmerece, rebaixando-a a instrumento do seu querer.

A Lava-Jato aí está, e veio para ficar. Mostrar quem é quem, destronando o seu poder. Só pode quem vive certo, na certeza de bem conviver. Só convive neste deserto quem espera acontecer.

Acontece que a casa caiu, ruiu seu alicerce. O povo está nas ruas, clamando pelo País. Quem espera, vive e luta, sempre vence, no sustento da democracia. Do sentimento que justifica a legítima rebeldia.

Rebeldes somos nós, o povo deste País, confirmando, a uma só voz, que a democracia pede bis. Não adianta lhe pôr amarras, pois mora na consciência, dum Brasil que busca ser livre das agruras destes dias.

Já é chegada a hora do despertar das ilusões, dos grilhões enganosos de quem dissemina os senões. Democrático é o Brasil e seu povo, queira ou não o PT, pois quem a nós se oponha está destinado a perder. Viva a democracia, viva o Brasil!

 

Edison Vicentini Barroso – magistrado e cidadão brasileiro.

 

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