A democracia do PT! Por Edison Vicentini Barroso.

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O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, pede que, durante as manifestações de domingo pelo impeachment de Dilma, as pessoas protestem ‘sem ódio’, ‘se afastem de posturas golpistas’, garantindo que o governo respeita ‘quem pensa diferente’. Prega ‘tolerância’.

Mas, essa preocupação tem fundamento? De ódio, o partido de Cardozo entende bem. Há poucos dias, Lula encorajou capangas do PT a agredirem funcionários da Petrobras que protestavam em frente à sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI). Fizeram-no, sem dó nem piedade.

Outro fato, a bem dar noção donde provém o ódio. O mesmo Lula chamou às ruas o ‘exército de Stédile’, líder do MST, bando violento sob a capa de integrantes de movimento social e que atua, de fato, como braço do partido.

Sejamos perdulários nos exemplos. Semana passada, mulheres desse movimento, cobertos os rostos como bandidas e armadas de foices e facões, invadiram e destruíram empresa de pesquisas genéticas em São Paulo. Impunemente, acabaram com um trabalho científico de 15 anos.

Bem de ver, pois, ser a destruição uma das especialidades do MST, acostumado a invadir propriedades produtivas e destruir do que lhe venha à frente – de plantações a maquinários. Aliás, o movimento não esconde o ódio contra o agronegócio, contra quem trabalhe, produza e gere riquezas para o país.

Outra petista de raiz, daquelas de carteirinha e tudo e com ódio pra ninguém botar defeito, é a filósofa Marilena Chauí. Certa feita, sob aplausos de Lula e duma plateia de boçais, em evento do partido, bradou: ‘Eu odeio a classe média. A classe média é estupidez. É o que tem de reacionário, arrogante, terrorista… A classe média é fascista, é violenta, é ignorante’.

Assim, típico do PT estimular ódio entre as pessoas – mulheres contra homens, gays contra heteros, liberais contra conservadores, negros contra brancos, empregados contra patrões. Por essa estratégia, divide o país, enfraquece a nação.

Ministro Cardozo, os brasileiros não são movidos pelo ódio – nem a Dilma, nem a Lula, nem ao PT. Só não dá mais para tolerar a violência desse desgoverno contra o povo, a politicagem como regra sistemática de conduta, a corrupção generalizada – a quebrar as pernas do país –, a injustiça social sem par, a matar a esperança de dias melhores, a impunidade como moeda de troca de interesses inconfessáveis.

No domingo, o que unirá o Brasil não será o ódio, o revanchismo, o golpismo, próprios do Partido Totalitário no poder. Senhor ministro, não! A união virá da justa indignação das pessoas de bem, dos verdadeiros trabalhadores deste País, dos estudantes. Se ódio houver, destes não virá, mas dos profissionais do vandalismo, a serviço dum projeto de poder já insustentável.

E que não se confundam possíveis agentes provocadores infiltrados com quem vá ocupar o espaço público em defesa da lei, da ordem, da decência, do patrimônio público. Enfim, da vergonha na cara – tão em desuso no dia-a-dia deste portento chamado Brasil.

Não mais a intolerável tolerância para com as falcatruas de todos percebidas. Afinal de contas, pensar diferente não equivale à aceitação da continuidade de atos indecentes de lesa pátria, da roubalheira escancarada dum país promissor, aos olhos estáticos de uma população indiferente.

Agora, fará a diferença a reação cívica dum povo de novo presente na vida da Nação. Não mais os desmandos assentidos, não mais o acinte, a provocação sem consequência. Chega! Tudo tem limite! A paciência da população brasileira se esgota. Ninguém quer a depredação de qualquer patrimônio. Todos, os que de fato amamos o Brasil, exigimos ordem, respeito. Para tanto, mais que válido o exercício de cidadania.

Os que irão às ruas pedem algo muito simples: que uma quadrilha montada para desmontar o Brasil seja desmantelada. Que um partido entenda, de vez e definitivamente, que não detém o monopólio da representação popular. Que o grupo político que aí está se convença que suas acanhadas políticas sociais não lhe conferem o direito de dominar o país como se seu dono fosse, minando-lhe a esperança de dias melhores.

Não, senhor ministro! Os que irão às ruas no domingo não têm por hábito transgredir a lei, invadir propriedades, agredir quem não comungue suas opiniões, estimular discórdia entre as pessoas para tirar dividendos políticos.

Fá-lo, como já o fizeram, o MST, os partidos de extrema esquerda, os que inda se consideram donos do país, acima do bem e do mal, que veem na baderna a oportunidade renovada de se imporem, e a seus interesses – que não são os do Brasil!

Aquiete-se, senhor ministro, sossegue o espírito, pois que às ruas irão os defensores da Pátria e do patrimônio público. São os cidadãos de verdade, sem bandeiras ou vaidade, a trazerem no peito o só amor à Nação que lhes serve de berço. São pessoas sem rosto, desconhecidas e entregues ao anonimato da própria vida. Ricas sim, mas não de ódio, senão de extremado amor à terra de seus ancestrais e ao Brasil de todos nós.

Hoje, a seiva da democracia não precisa de ‘caras pintadas’, satisfazendo-se com os corações emoldurados pelo desejo de justiça e de honestidade, tão ausentes da atual vida brasileira. Em suma, senhor ministro, se ódio houver, certamente virá de quem se oponha às justas reivindicações da população, sedenta dum Brasil melhor. Vamos à luta, por um país que de fato valha a pena!

 

 

Edison Vicentini Barroso – magistrado e cidadão brasileiro.

 

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