Prefeito “Nanão” na mira da justiça!

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O prefeito de Altinópolis, Marco Ernani Hyssa Luiz, “Nanão”, (PMDB), é alvo de investigação policial, determinada pela Justiça Pública, para apuração de possível crime de peculato (desvio de dinheiro público) envolvendo contrato entre a prefeitura de Altinópolis e a ONG “Pra Frente Brasil”.

Leia abaixo, matéria na integra da jornalista Gabriela Yamada (Folha de São Paulo) relatando todo fato.

OBS: Na imagem que ilustra meu texto, vê-se: J.P contra M.E.H.L. Por ser segredo de justiça, sai abreviado. Fácil decifrar. Justiça Pública contra Marco Ernani Hyssa Luiz.

Ademir Feliciano

 

Acordo de ONG com 17 cidades será apurado

Municípios serão investigados por contratos feitos para realização de atividades do programa federal Segundo Tempo

Administração de Altinópolis pagou R$ 12 mil por mês a entidade, por 2 anos, mas ações não eram cumpridas

GABRIELA YAMADA DE RIBEIRÃO PRETO

A Justiça determinou a abertura de inquérito policial para investigar um suposto crime de peculato (desvio de dinheiro público) praticado por 17 prefeituras do interior de São Paulo que firmaram convênio com a ONG Pra Frente Brasil.

Segundo os contratos, a entidade deveria desenvolver atividades do programa federal Segundo Tempo –desenvolvido para estimular a prática de esporte por estudantes. Porém, na prática, os serviços prometidos não eram realizados ou a infraestrutura oferecida era de qualidade inferior à informada.

Na região de Ribeirão Preto, a Polícia Civil abriu um inquérito criminal para investigar o prefeito Marco Ernani Hyssa Luiz (PMDB), de Altinópolis, onde o convênio foi firmado em 2009.

Por dois anos, a prefeitura pagou cerca de R$ 12 mil mensais para que o projeto atendesse 800 crianças e adolescentes, em cinco locais.

No entanto, conforme revelado pela Folha em outubro de 2011, um dos locais, o CSU (Centro Social Urbano) da Vila Maria, estava em obras e nunca havia sediado atividades esportivas.

Em outro local, o campo de futebol municipal Irmãos Raffani, no centro, a situação dos vestiários e banheiros era precária: vasos sanitários e pias estavam quebrados e não havia bebedouros.

O vestiário também acumulava grande quantidade de sujeira e lixo. Na ocasião, adolescentes afirmaram à reportagem que, quando precisavam usar o banheiro, iam embora para casa.

A prefeitura contratou a ONG após uma concorrência pública, em que apenas a Pra Frente Brasil apresentou proposta. No contrato firmado, no entanto, o nome do programa Segundo Tempo não foi mencionado.

INVESTIGAÇÃO

O delegado César Augusto de França diz que está analisando todos os documentos referentes ao convênio encaminhados pela prefeitura. Depois disso, deverá intimar os responsáveis para prestarem depoimento.

O prefeito deverá ser ouvido na Delegacia Seccional de Ribeirão, mas ainda não há data prevista. O inquérito está em segredo de Justiça.

“Ainda não é possível afirmar que houve peculato, mas a Promotoria apontou os indícios”, afirmou.

O prefeito foi procurado por meio da assessoria de imprensa, mas não respondeu o contato da reportagem.

As delegacias receberam cópias do inquérito aberto pelo Ministério Público Federal, que ofereceu denúncia contra nove pessoas vinculadas à ONG por irregularidades após o indiciamento feito pela Polícia Federal, em 2013.

Segundo a polícia, houve desvio de pelo menos R$ 4,2 milhões do programa.

A reportagem procurou a ex-jogadora de basquete Karina Rodrigues, que era diretora da ONG, mas não conseguiu localizá-la. Segundo a Promotoria, a ONG funcionou até 2011, quando o escândalo veio à tona.

 

 

Fonte: Folha de São Paulo

 

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