“A pior dor que um pai pode sentir”!

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Meus queridos amigos, leitores, parceiros de tantas lutas. A dor chega a ser indescritível!

 

Relutei muito para descrever o que comigo vem ocorrendo, mas, seria muita leviandade de minha parte, não tornar isso público. Justamente eu que luto com todas as minhas forças para combater bandidos, sejam eles, de que esfera forem. Bandido pra mim, sempre foi, e sempre será bandido. E deve ser punido pagando por seus atos.

O homem Ademir pensa assim!

O pai Ademir, chora pela privação de liberdade de seu filho de 18 anos de idade, tragado desde os 14 por uma facção criminosa devastadora.

 

Lutei, fiz juntamente de meus outros filhos e amigos, tudo que estava em meu, (nosso) alcance para dissuadi-lo dessa vida quase sem volta.

Desde a primeira vez na “Fundação Casa”, não tenho mais conseguido ser o mesmo. Luto para ser, mas é difícil. Nenhum pai merece ver o que vi!

 

Dessa vez, o Caio, meu filho foi além. Com mulher gravida de 5 meses, pai infartado por três vezes, irmã gravida, “sobrinha afilhada” pequena, avó já de idade, não pensou em nada e cometeu crime de alta gravidade. Assaltou a mão armada, um motorista trabalhador, levando seu carro.

Pego pela polícia, aliás como deve ser, fora conduzido à delegacia e lá foi reconhecido pela vítima. Transferido ontem para um CDP- Centro de Detenção Provisória, aguardará pelo julgamento e deverá cumprir sua sina (Sentença). Talvez me condenando junto. Um pai nessa situação, é tão, ou mais condenado que o filho.

Dei todas as chances e possibilidades de reverter isso tudo a ele. Não aceitou! Me resta agora, enquanto pai que sou, não passar a mão na cabeça só porque é meu filho; mas, enquanto pai que sou, me resta “Jamais abandona-lo”.

Vai pagar sim pelo que cometeu. Como deve ser com todos. Mas eu estarei junto, com toadas as forças que não sei até quando me acompanharão para quem sabe um dia, pós pena, poder salva-lo. No meu coração de pai. “Ainda há esperança”.

A criança “Caio” que coloquei no mundo, “morreu”. O homem que essa criança gerou, não reconheço. É muito diferente do que sempre ensinei a ele.

Se fosse filho de outro, seria bandido, mas como é meu filho, seria “Coitadinho”? Comigo não funciona assim!

Não quero que ninguém tenha compaixão de mim, mas rogo a cada um que gosta de mim, que torça para que eu tenha saúde para suportar o mais pesado dos fardos. Fardo que é só meu.

A pior dor que um pai pode sentir, eu, Pai, estou sentindo nesse momento.

Caio meu filho, você é e sempre será MEU filho. Não tens o meu perdão por tudo que você cometeu, mas tens o meu amor eterno por seu eu, SEU PAI! EU TE AMO!

Vamos em frente.

Eu tinha que expor tudo isso até como forma de alerta. Eu tinha que expor tudo isso pois eu sou assim; Franco ao extremo, mesmo que isso me doa muito.

Eu não criei um mostro. Eu fiz um filho lindo que se perdeu e cabe a mim fazer com que se reencontre. Eu vou fazer!

Eu não terei um FELIZ NATAL. Nem dá!

Mas desejo sim, do fundo de meu coração lacrimoso de pai. “Um Feliz Natal a todos”.

O fardo é meu. E eu vou carrega-lo até desfazê-lo. Nada consegue doer tanto. Nada!

 

O Altiaqui volta ao final das festas!

 

Ademir Feliciano.

 

 

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