Ninguém sabia que os valores repassados pelo SUS ao Hospital de Misericórdia estavam SUPERFATURADOS?

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Voltamos a bater na tecla da situação escabrosa envolvendo o Hospital de Misericórdia de Altinópolis e os repasse feitos pelo SUS para atendimentos mentirosos, mais de 710 mil em apenas um mês.

Após descoberta e denúncia feita por Carmem Barufaldi; os responsáveis pela “fraude” na apresentação mentirosa dos atendimentos e por conseguinte, responsáveis também pela verba recebida, disseram todos, sem exceção, não saberem de nada.

Walter Manço Filho, provedor do hospital, Luciana Nazar, então secretária de saúde e hoje coordenadora do hospital e o prefeito Nanão, bom de saúde e educação, alegaram não saber de nada. Houve quem disse, na realidade quem disse foi o prefeito, que tudo não passava de um erro de digitação.

Poderia sim, ter sido erro de digitação, mas não foi. Foi feito de caso pensado e só não crê quem não quer. Errar até pode ser humano, mas ficar com o dinheiro proveniente desse erro, ai já é falta de vergonha na cara.

Sabiam de tudo sim, a final, armaram tudo para isso. Além de saberem de tudo e terem armado tudo, ainda autorizavam via oficio, os repasses destes valores que estavam em conta municipal, para conta do hospital de misericórdia.

Oficio nº 21/2014 de 17 de fevereiro de 2014, chegou a nossas mãos e vamos transcrevê-lo aqui.

Trata-se de oficio, encaminhado pela então secretaria de saúde Luciana Nazar, ao Secretário de administração e finanças, Firmino Luis Junior.

Vamos a ele:

 

Prezado Senhor,

Na qualidade de Secretária Municipal de Saúde, venho por meio deste, autorizar a realizar o restante do pagamento para o Hospital de Misericórdia de Altinópolis referente ao convênio firmado com o Ministério da Saúde tendo como fonte de Recurso MAC.

Sem mais para o momento, reitero protestos de elevada estima e consideração.

Valores a serem repassados: R$ 669.296,80

R$ 299.960,50 referente a janeiro/20144

R$ 369.336,30 referente a fevereiro/2014

Atenciosamente.

Luciana Aparecida Nazar

Secretária de Saúde

 

Ilmo. Sr.

Firmino Luis Junior

Secretário de Administração, Finanças e Gestão de Transporte


O Termo MAC usado pela secretária no oficio, significa uma assistência ambulatorial para atendimentos de “Média e Alta Complexidade”.

Na íntegra, conforme cópia disposta na imagem.

Como desconhecer que havia FALCATRUA por trás disso tudo? Ela própria, a secretaria de saúde Luciana Nazar, não é nenhuma novata na função. Já exercera o mesmo cargo em sua cidade de origem; Batatais, por longa data.

Ademais, como ela mesmo atesta em boletim de ocorrência registrado contra mim (Ademir Feliciano), teria sido contratada em maio de 2013, portanto, há quase um ano à frente da secretaria quando dessa autorização de repasses. Não há como aceitar o fato de valores tão absurdamente elevados, com secretária de saúde experiente, em cidade com pouco mais de 16 mil habitantes, julgar regular e normal tal situação.

Responda quem tiver coragem. Estava tudo armado ou não estava?

Eu mesmo repondo. Claro que estava!

Administração “Nanão”, poder-se-ia esperar o que? Algo honesto? Algo probo? Algo legal? Ai não seria administração “Nanão”!

 

 

Ademir Feliciano

 

 

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