“Desconfiança no IMPRAL”

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O Instituto de previdência dos funcionários públicos de Altinópolis, IMPRAL, regido pela legislação RPPS- Regime Próprio de Previdência Social vem ao longo dos anos, sendo alvo de desconfiança por parte dos funcionários nele filiados e do Ministério Público que ajuizou inquérito cível de nº 14.0186.0000269/2013-3 para apuração de possíveis prejuízos ao erário público na gestão do Ex-prefeito, Dr. Wadis Gomes da Silva no exercício de 2005.

Outro Inquérito Civil, o de nº 14.0186.0000960/2012-1, representado por funcionários públicos, trata da falta de recolhimento ao IMPRAL no valor de R$ 938.952,69, relativos às contribuições dos funcionários públicos municipais, descontadas em holerites e não repassadas ao Instituto por parte da prefeitura municipal de Altinópolis na gestão 2009/2012 Nanão/Ferreira. O valor em tese, subtraídos dos funcionários pela prefeitura, gerou projeto de Lei pedindo parcelamento em 12 vezes, com juros de apenas 1% ao mês. Motivo pelo qual, os funcionários indignados, ingressaram com a ação.

Outras aplicações financeiras geraram prejuízo ao IMPRAL em gestões passadas, como por exemplo, uma aplicação vultosa que teria sido feita no extinto “Banco Santos” que ao falir, teria deixado o prejuízo a entidade.

Desta vez, o que causou estranheza em alguns funcionários públicos municipais, foi constatarem em seus holerites, uma queda de quase R$ 2.000.000,00 em aplicações feitas no mercado financeiro de um mês para outro. Senão vejamos:

O IMPRAL informou no holerite dos funcionários no mês de março de 2014, que valor aplicado no Banco do Brasil via conta corrente 00009179-0 teria sido de R$ 29.932.627,14.

No mês de abril, por tanto, um mês após a citada aplicação, o IMPRAL informa nos holerites que teria sido aplicado na mesma conta bancaria o valor de R$ 28.023.941,17. Por tanto, a queda na aplicação, seria de R$ 1.908.685,97.

Desconfiados, e não seria para menos, alguns funcionários me procuraram, apresentaram seus holerites conforme vou demonstrar em imagens e me pedirem explicações e ajuda para elucidar suas duvidas.

A partir do então, comecei meus contatos com a presidente do IMPRAL, Dra Rosana.

No primeiro contato via telefone, pelo numero 36650000, informei a Rosana o ocorrido e ela se mostrou bastante surpresa, muito solicita naquele instante, me disse desconhecer o fato, mas se propôs com muita boa vontade, a analisar e me retornar em seguida. (Me agradeceu inclusive pela informação). Assim o fez!

Retornou e informou o seguinte: “Realmente há uma diferença, mas isso não condiz com a realidade. Na verdade ocorreu um erro de digitação nos holerites e isso será corrigido nos próximos contra cheques”. O valor exato da aplicação financeira feita no mês de abril, segundo Rosana, foi de R$ 30.565.640,12, e não os R$ 28.023.941,17 apresentados aos funcionários.

Solicitei então de Rosana, documentos que provassem a informação por ela passada a mim, como por exemplo, os extratos bancários desta aplicação. Obtive como resposta: “Vou entrar em contato com o banco, pois são varias as aplicações e assim que me mandarem os extratos, lhe envio por e-mail. Solicitou então meu e-mail. Confesso que fiquei surpreso! –Se faço uma aplicação financeira, seja onde for, principalmente pelo volume aplicado, eu, principalmente sendo presidente de entidade que cuida de dinheiro dos outros, teria por obrigação, ter comigo, todos os extratos em mãos.

Mandei a ela meu e-mail desta forma: Isso ocorreu exatamente em 03/06/2014.


Pois bem: não mandou os extratos, liguei novamente na semana passada e ouvi de Rosana que já estava providenciando, faltavam apenas alguns, e me mandaria tudo até terça feira, no caso ontem, 17/06/2014.

Como novamente não me chegou nada, liguei novamente e já não mais consegui falar com Rosana. Quem me atendeu foi “Débora” funcionaria da entidade que ao saber que era eu quem estava ligando, já tinha pronto o recado. “Dra Rosana me falou sobre o caso e pediu para você fazer um oficio solicitando os extratos, ou entre no site do Ministério da Previdência Social que está tudo Lá”. Retruquei: “Não foi isso que combinei com Rosana, ela ficou de me passar tudo por e-mail, não estou entendendo isso agora, eu apenas quero esclarecer os fatos para os funcionários, me mandar os extratos seria uma forma de dirimir as duvidas que eles tenham”. Em vão!

De ontem para hoje, não mais consegui falar com a presidente do IMPRAL, Dra Rosana. Tentei novamente há instantes, falei novamente hoje com Débora e coloquei a ela minha dificuldade em acessar as informações pelo Ministério da Previdência Social. Débora então, juntamente comigo, ela de Lá e eu de Cá, entramos no site e tentamos juntos, passo a passo. Chegamos ao ponto, porem, e é nesse porem que a coisa pega, quando chegamos Lá, o site solicitou SENHA de acesso que só o IMPRAL tem.

Ai não da né! Ficamos no zero a zero.

De acordo com a funcionária Débora; Dra Rosana teria solicitado aos funcionários com duvidas, que compareçam a sede do IMPRAL, com solicitação via oficio ou requerimento, que serão atendidos.

A dúvida então permanece! A minha que era grande, aumentou e muito. Não entendi o porquê da negativa em conceder os extratos bancários das aplicações, uma vez que segundo a presidente, “foi apenas um erro de digitação”. Agora estaria tudo esclarecido.

Sei que não sou nada e não sou ninguém para solicitar documentos de entidade a qual sequer pertenço, mas minha intenção pura e clara era realmente TIRAR DUVIDAS de funcionários. Principalmente em se tratando do IMPRAL já tão ROUBADO!

Fica aqui meu esclarecimento aos funcionários públicos municipais de Altinópolis que contribuem mensalmente, com desconto em folha de pagamento para o IMPRAL. Se eu fosse vocês, correria Lá e solicitaria meus direitos a esta tão importante informação.

Fiz a minha parte. Tentei; juro que tentei!


OBS: O Funcionário Público “Silvio Rafaini Filho” me autorizou dispor nesta matéria, seu holerite sem a supressão de seu nome.

Ademir Feliciano

 

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