Hospital de Misericórdia de Altinópolis bate recorde de atendimentos em fevereiro de 2013. Mais de 700 mil.

Autor: Nenhum comentário Compartilhe:

Por favor, leiam tudo! É muito grave!

Algo de muito estranho está acontecendo no Hospital de Misericórdia da cidade de Altinópolis. Uma cidade com pouco mais de 16 mil habitantes, declara ao SUS, Sistema Único de Saúde, ter realizado no mês de fevereiro de 2013, 710.524 atendimentos e receberia por isso, do próprio SUS, Ministério da Saúde do Governo Federal, R$ 8.094.989,64.

Temos que ser bastante precisos e informativos para que você leigo como eu, possa entender a possibilidade de FALCATRUA da GROSSA que envolve este fato.

Vamos tentar elucidar:

No dia 16 de dezembro de 2013, a prefeitura municipal de Altinópolis, apresenta via projeto de Lei nº 38, solicitando aos vereadores, aprovação de autorização para realização de convenio de assistência integral a saúde com o Hospital de Misericórdia da cidade para repasses de recursos financeiros no decorrer do ano de 2014, no valor de até R$ 8.094,989, 64.

Projeto este, que foi aprovado por quase todos os vereadores da casa de Leis, menos pelo vereador Zé do Carmo (PSOL).

Segundo o citado projeto, em seu parágrafo primeiro, reza o seguinte:

O não cumprimento pelo FUNDO NACIONAL DE SAUDE/ MINISTÈRIO DA SAUDE da obrigação de efetivar os repasses dos recursos constantes do convênio a ser celebrado nos valores de prazos fixados no parágrafo terceiro da clausula décima primeira, transfere para o FUNDO MUNICIPALO DE SAUDE/ SECRETARIA MUNICIPAL DE SAUDE a obrigação de antecipar os repasses desses recursos ao HOSPITAL DE MISERICÓRDIA de ALTINÒPOLIS nos mesmos valores e prazos, para garantia da continuidade da prestação dos serviços ora conveniados, os quais são de responsabilidade do MINISTÈRIO DA SAUDE para todos os efeitos legais.

Pois bem!

No mesmo ano de 2013, só que, no mês de fevereiro, por tanto, dez meses antes da apresentação do projeto de Lei, o Hospital de Misericórdia repassa ao SUS, um numero de atendimentos corretos de 10.460 e aprovados no ministério da saúde ( DATASUS) e aparece misteriosamente o número de  quantidade apresentada de 710.524, que ninguém tinha este conhecimento e só agora se conseguiu a prova.

O que nos leva a crer, que o projeto de LEI, teria sido confeccionado de caso pensado. Má Fé. Ou seja: “se o Ministério engolir o numero de atendimentos, vão repassar o dinheiro, mas, se der alguma “zebra”, o projeto de LEI nos ampara e a verba vem nem que seja dos cofres municipais”.

Meus queridos e fieis leitores, estou escrevendo este texto e VOMITANDO de tanto nojo do que estou constatando com todos os documentos que estão em minhas mãos.

Solicito encarecidamente a vocês, que tenham paciência e interesse, e leiam tudo o que vou escrever na integra. Não percam nada. A coisa é MAFIOSA!

Vamos lá!

Após a detecção dos mais de 700 mil atendimentos e de repasses na ordem de três parcelas de R$ 790.000,00 feitas pelo SUS à prefeitura de Altinópolis para ser repassados ao hospital, a funcionária do “Misericórdia”, Carmem Burafaldi, constatando o erro, tratou de informar o ocorrido à então, secretária de saúde e hoje supervisora do Hospital, Luciana Nazar, responsável pela apresentação dos dados de atendimentos ao SUS. Recebera Carmem como resposta de LucianaEstá tudo certo”, alegando que nos meses de janeiro a maio de 2013, com a suposta reforma dos postos de saúde (pagas de forma fraudulenta a Alfalix que gerou até CEI), todos os atendimentos foram concentrados no hospital.

“Nem que toda população Ribeirão Preto e Batatais juntas tivessem vindo ao hospital, nem assim, teríamos 710.524 atendimentos”.

Realmente, com a suspeita e fraudulenta reforma dos postos de saúde, a população passou a ser atendida no hospital de Misericórdia, porem, em contato com enfermeiras responsáveis, estas nos confirmaram que todo o atendimento feito no hospital em pacientes dos postos, eram “Faturados” para os próprios postos, para que estes não deixassem de receber suas verbas.

Inconformada, Carmem em reunião com o prefeito Marco Ernani Hyssa Luiz, Evaldo José Custodio, Alexandre Trancho, e a própria Luciana Nazar, reiterou sua posição de erro no recebimento dos altos valores. Recebeu Carmem como resposta de Evaldo (RATO) Custódio. “Você é uma VACA”. Recebeu Carmem como resposta de Nanão o prefeito. “Você é uma louca, administradora de canequinhas”. Fazendo referencia a iniciativa de Carmem, em vender “canecas” com emblema do Hospital, na intenção de arrecadar valores para a manutenção do atendimento dos pacientes, uma vez que o “Misericórdia” encontrava-se em situação deplorável.

Pressionada e desacatada, Carmem viu-se obrigada a pedir demissão e estava em cumprimento de aviso prévio quando foi destacada para acompanhar o 23º Congresso da FEHOSP = 23º CONGRESSO DE PRESIDENTES, PROVEDORES, DIRETORES E ADMINISTRADORES HOSPITALARES E DE SANTAS CASAS E HOSPITAIS BENEFICENTES DO ESTADO DE SÃO PAULO, ocorrido entre 06 A 09 de maio de 2014 na cidade de Guarujá, litoral do estado

Neste congresso, ao serem apresentados todos os repasses, município por município; o susto! Altinópolis, cidade de 16 mil habitantes havia recebido valores extremamente maiores que os outros até de muito maior porte populacional. Carmem então passou a ser questionada por todos os presentes; sem saber o que responder, acuada e envergonhada, mal teria saído de seu quarto.

Apresentou Carmem, a membros do SUS que no congresso estavam; suas justificativas, inclusive informando que já havia relatado o fato aos seus superiores, mas que nada de concreto teria sido efetivado para devolução dos valores que vieram à maior.

Membros do SUS teriam dito a Carmem, que o caso seria muito grave. Uma vez que detectado valores incompatíveis com o numero de atendimentos, estes valores teriam que imediatamente, serem devolvidos ao Ministério da Saúde.

De volta a Altinópolis, Carmem chama o Provedor do Hospital, Walter Manço Filho e expõe a ele toda gravidade do ocorrido, e recebe como resposta de Manço: “Arrume suas coisas e vá embora; não precisa nem cumprir o resto do aviso prévio”.

Isso se deu numa quinta feira, a passada, dia 15/05/2014, e no dia 16 do mesmo mês, por volta do meio dia, Carmem que cumpria seu ultimo dia no hospital, veio até o Altiaqui e nos relatou o que acabo de descrever. Ipsis verbis!

Carmem, indignada com toda possibilidade de sujeira, protocolizou na Diretoria Regional de Saúde, DRS 13 Ribeirão Preto, carta denúncia relatando todo o fato. Carta esta que se encontra em nossas mãos, além, de toda documentação que elucida o fato.

Na carta que Carmem Burafaldi protocolou na DRS 13, ela alega que o SUS confiou nas informações prestadas pela então secretaria de saúde Luciana Nazar e liberou pagamentos de 3 parcelas de R$ 790.000,00, totalizando R$ 2.370.000,00 referentes a agosto a dezembro de 2013, e que pelas contas de Carmem como realidade de atendimentos feitos pelo hospital, os repasses deveriam ser de R$ 56.470,00 por mês, perfazendo um total de Agosto/Dezembro/2013, de apenas R$ 282.353,55 atestando a brutal diferença para maior de R$ 2.087.500,00.

Há ainda na carta, a alegação de faturamento pelo hospital para atendimentos do MAC – Média e Alta Complexidade que seria de R$ 112.941,42, sendo que o IAC- Incentivo de Adesão à Contratualização que paga 50%, seria de R$ 56.470,00, mas o hospital estaria recebendo o total de R$ 561.641,05 mais R$ 112.941,42. Além dos valores já descritos a cima.

Termina a carta com os seguintes dizeres: “A prefeitura não está participando com nenhum centavo, o hospital está totalmente nas costas do governo federal, totalizando num ano a verba de R$ 8.094.989,64”.

Esse prólogo que apresentamos agora, narrando à situação do Hospital de Misericórdia, vem corroborar as suspeitas que sempre declinamos com relação aos convênios e corrobora ainda mais, os apontamentos do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, que julgou IRREGULAR, por mais de uma vez, os citados convênios.

Tudo leva a crer, mais uma vez, tratar-se de ato de total descaramento, proporcionado por gente sem caráter à frente do município de Altinópolis.

Pasmem! A primeira parcela de R$ 790.000,00, repassada pelo SUS, segundo informação precisa, a prefeitura pagou os atrasados do hospital, dentre eles, cinco meses de salários de médicos, FGTS de funcionários, pagamentos de parcelamentos fiscais e trabalhistas e outros, porem, em 16 de dezembro de 2013, via projeto de Lei nº 39 a prefeitura teve a aprovação da Câmara de vereadores, quase que por unanimidade, o valor de R$ 1.626.071,00 para o mesmo fim. Ou seja, usou da parcela do SUS e pagou os atrasados e teve valores aprovados pela câmara OMISSA E SUBMISSA de R$ 1.626.071,00 para pagar os mesmos atrasados. QUEM VAI CONSEGUIR EXPLICAR ISSO TUDO?

 

Vamos colocar aqui, dentro em breve, toda documentação probatória e a Lei que rege os repasses entre SUS- Ministério da Saúde e Hospitais filantrópicos.

Muita coisa precisa ser explicada e a Policia Federal já tem ciência do ocorrido.

Aguardem! Vai dar ânsia de vomito em muita gente!

Ademir Feliciano

 

Artigo Anterior

Mais detalhes sobre a possibilidade de desvio de dinheiro do SUS no Hospital de Altinópolis.

Próximo Artigo

Passeata em prol do “BOM PRATO” Agita Ribeirão Preto!

Confira também

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *