LADEIRA ABAIXO

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As afinidades são muitas, demasiadas mesmo. A olhos vistos, o pessoal, que ora desgoverna o Brasil, se identifica com o que há de pior  no mundo – Cuba e Venezuela. Duas ditaduras escancaradas, enquanto, aqui, por agora, reina a ditadura dissimulada.

Envio de dinheiro (em prejuízo de nossas reais necessidades), apoio político, corrupção desbragada e tentativa sistemática de controle da imprensa, são apenas exemplos inequívocos da disposição dos atuais “senhores feudais” do País. Nítido o objetivo: transformá-lo em algo idêntico ou parecido com seu sonho de consumo, rumo à “Cubanização” ou à “Venezualização”.

A história nos diz: a escuridão ganha força na ausência da luz; a pujança do mal está na omissão do bem. Um povo inculto (na sua maioria) é mais fácil de manobrar, de enganar. Este o retrato do Brasil moderno, bem distante dos princípios ético/morais ensinados por nossos pais e avós. Esta a triste fotografia da Nação, tida por “eles” (os senhores feudais) como propriedade particular.

Hoje, o Brasil, que haveria de ser de todos os brasileiros, é de alguns poucos, ligados aos poderosos de plantão. São os chamados “amigos do rei”, tidos e havidos, pela lente míope dum governo distante do bem da população, como favorecidos da sorte – a da filiação ao partido certo (ao Partido Totalitário – PT).

Aqui, nesses tempos de escuridão, em que a sedução do povo ignorante se faz por palavras doces em discursos preparados para ludibriar, impera a hipocrisia mal adornada, a se revelar por desmandos de toda ordem, pontas de iceberg num oceano de falcatruas que se sucedem.

Hoje, a “menina dos olhos” de quem manda são os biótipos da esquerda burra, que nada tem a ver com o bem da população, por comprometida (aquela), apenas, com os benefícios daqueles que a integram. Na Venezuela, o sofrimento cresce, os desmandos acontecem, o povo grita nas ruas – a pedir socorro. E o que faz o governo brasileiro? Entrega-se ao mutismo, numa sintomática posição de apoio velado a uma ditadura expressada.

Do PT para cá, Cuba (Fidel Castro e seu irmão) tende a ser o sonho a realizar. Tudo se faz, bajulando esses ditadores. Mas, aqui, o discurso não muda (“conversa pra boi dormir”, no ditado popular): “o Brasil é uma grande democracia, comprometido com tudo quanto seja democrático no mundo”.

Ora, que conversa é esta? Se os pontos de contato são todos (ou quase todos) com as piores ditaduras do planeta (lembremo-nos do “amigo” Mahmoud Ahmadinejad, do Irã), a vingar o ditado “diz-me com quem andas e te direi quem és”, esse governo é tudo, menos democrático.

No Brasil, aqueles que pensam (nem todos o fazem) estão saturados dessa lengalenga, certos de que o País caminha rumo a despenhadeiro abaixo, numa convergência de forças negativas, quão estruturadas (pois que tudo parece disposto à realização dum sistema totalitário), a minarem a paciência e a esperança das pessoas de bem.

Os escândalos sucessivos e ininterruptos, como nunca dantes vistos, são indicativos seguros dos perigos institucionais pelos quais o Brasil passa, entregue à sanha de pessoas desprovidas de limites, num projeto de Poder capaz de comprometer, inda mais, a vida da brasilidade.

Faz-se preciso nos apercebamos do que nos rodeia, do que está à nossa volta. São sinais precursores de tempos inda piores, a se aproximarem da vida duma Nação que, embora historicamente comprometida com a idéia democrática, desta vem se distanciando, dia após dia, pelos desajustes de conduta de seus representantes.

Façamos, pois, da nossa representação, pelo sagrado direito de voto, ponto de apoio e de positiva transformação da vida nacional, a bem de todos e de cada um de nós, de forma a fugirmos do fantasma Venezuelano/Cubano que paira ao derredor, como perspectiva real de queda precípite rumo à ditadura plena que ronda os caminhos do Brasil.

Ladeira abaixo, este o movimento que ora nos caracteriza, no indiscutível retrocesso da hora presente. Todavia, todo povo tem, em suas mãos, força de reagir, de remar contra a maré. Como foi dito por um homem sábio, “embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim”.

Cabe-nos, pois, a cada um e a todos nós, percorrer, já, um caminho de renovação de idéias e metas, na direção do fim glorioso destinado ao País no cenário das nações, ladeira acima! Avante Brasil!

 

 

Edison Vicentini Barroso – magistrado e cidadão brasileiro.

 

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