Processo administrativo da Prefeitura de Altinópolis leva a exoneração dos Funcionários (Irmãos) Fabio Augusto da Silva e Marcela Silva.

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O funcionário publico da prefeitura municipal de Altinópolis “Paulo de Tarso da Silva”, após ter deposto na Comissão Especial de Inquérito que investigava pagamentos irregulares para reforma de postos de saúde, após ter sido citado por ter senhas de acesso a transações bancarias, protocolou em 24/07/2013, protocolo de numero 231/13 ao vereador presidente da “CEI” Ivano José Zuccolotto Filho (Jô Dentista), documentos para sua defesa.

Segundo Paulo de Tarso deixa claro no cabeçalho do referido documento, este reitera legalmente todo seu depoimento prestado a CEI em 05/06/2013.

Fazem parte como anexos deste documento:

Anexo 1 – Declaração do departamento de recursos humanos da prefeitura municipal de Altinópolis, referentes ao período de férias por ele gozado, ressaltando que por ordem do Sr Alan Faria, teve que dar inicio as férias, mesmo contra sua vontade, por 90 dias direto, de 08/11/2011 a 08/02/2012, ficando delegado a senhora Marcela Silva a incumbência de substituí-lo, inclusive, com todas as chaves e senhas das contas bancarias da prefeitura. Após, teria tirado mais 15 dias de férias por vontade própria, de 27/08/2012 a 10/09/2012.

Anexo 2 – Cópia do processo administrativo nº 03/2013, onde a senhora Marcela Silva confessa que possuía todas as senhas e chaves de acesso às contas bancarias da prefeitura. Também, segundo documento apresentado por Paulo de Tarso, Marcela confessa outros procedimentos que lesionaram os cofres públicos. Consta também neste anexo, publicação no diário oficial do Estado de São Paulo que exonera dos cargos, Marcela Silva e Fabio Augusto da Silva.

Anexo 3– Copia dos relatórios do departamento de informática da prefeitura de Altinópolis, onde mostram os acessos da Sra. Marcela Silva ao site do Banco do Brasil, com as datas e horas das transferências bancarias investigadas pela comissão.

Anexo 4 – Copia do relatório fornecido pelo Banco do Brasil S.A., Agencia 6618-4 – Quinta do Café, onde mostra as chaves utilizadas para transferências eletrônicas efetuadas a empresa Alfalix Ambiental S.A. Titular da conta 23234-3, agencia 950-4- Monte Alto SP, sede da empresa com datas e horas das efetivações bancarias com chaves em nome de Alan Faria. Costa também copia dos decretos, assinados pelo prefeito municipal “Marco Ernani Hyssa Luiz” que autorizam os senhores, Alan Faria, José Wilson Pollo, Paulo de Tarso, a partir de 07/2011/2009 e Sr. José Augusto de Oliveira, a partir de 15/05/2012, a movimentarem as contas bancarias da prefeitura.

O processo administrativo que levou a exoneração de Fabio e Marcela é bastante extenso, e revela um desfalque na ordem estimada de R$ 33.081,00, valor este, segundo apurações da comissão que investigou o caso, gastos com processos forjados e transferências bancarias em nome de supostos “Laranjas”.

Tais transferências teriam sido feitas em nome de “Luciana Maria da Silva, Fabiana Alves da Silva, Carina Marques da Silva Souza, e, Gabriel M.de Almeida”.

Segundo apurado por José Augusto de Oliveira, Assessor de Planejamento Estratégico Contábil, haveria ainda, transferências bancarias no valor de R$ 7.200,00 em nome de Veridiana Helena da Silva, esposa de Fabio, R$ 5.800,00 em nome de Carina Marques da Silva, um cheque de R$ 3.400,00 em nome de Luciana Maria da Silva e um recibo de adiantamento no valor de R$ 6.000,00 em nome de Fabio Augusto da Silva, tudo sem as devidas prestações de contas.

Os valores despendidos teriam sido solicitados por Fabio Augusto para ordens de pagamentos e aquisições de produtos que seriam usados no departamento de licitação e administração de materiais, porem, servidores daquele departamento, negaram a realização de qualquer serviço e aquisição de materiais naqueles moldes.

A diretora do departamento de licitação, Miriã Rosa da Silva Pires, elem de negar a prestação de tais serviços, afirmou que Fabio lhe teria pedido para mentir sobre os fatos.

Segundo a diretora, os serviços e aquisições constantes das ordens de pagamento não foram realizados no departamento de compras , tendo Fabio, lhe pedido que se José Fraga perguntasse se as pessoas de Fabiana, Carina, Luciana e Gabriel teriam prestado serviços ao departamento de compras, era pra responder afirmativamente. Pela convivência que tinha com Fabio, atestou ainda que as pessoas citadas eram próximas a ele.

A declarante teria achado estranho o pedido de Fabio e de imediato, teria relacionado os nomes citados a duas irmãs e uma prima da esposa de Fabio e mais o namorado de Marcela Silva, irmã de Fabio.

Uma das testemunhas do caso, o advogado da prefeitura Edvar Voltolini, atesta que o servidor Fabio Augusto da Silva teria afirmado em sua presença, de Valter Maurim Marques e José Wilson Pollo, que teria montado os processos de pagamento nº 5827-5828-5829 e 5830, de forma forjada por ordem do então Secretario de Finanças Alan Faria, seu superior, e que fazia as transferências em nome de pessoas que lhe eram próximas.

Tal versão fora corroborada pelo secretario adjunto de administração José Wilson Pollo.

Fabio Augusto, ouvido pela Comissão Processante, disse não ter nada a declarar com relação aos pagamentos efetuados. Disse também não conhecer as pessoas citadas, disse não saber se sua esposa tem parente com nome semelhante ao citado e que desconhece a pessoa de Gabriel M. de Almeida.

Marcela Silva em sua oitiva admitiu ser detentoras das senhas de acessos bancários, entretanto, alegou não se recordar ter efetuado pagamentos em nome de sua cunhada Veridiana e seu namorado Gabriel.

O deposito de R$ 6.500,00 feito em nome do namorado de Marcela Silva, foi realizado sem que constasse no processo de pagamento qualquer recibo ou nota fiscal, o que por si só já deveria ter chamado  atenção da servidora Marcela Silva. Atestou a comissão.

Para agravar ainda mais, diz a comissão, a transferência bancaria no valor de R$ 7.200,00 feita em beneficio de sua cunhada Veridiana, esposa de Fabio, sequer tinha processo de pagamento formalizado para justificar o ato.

Com relação a Alan Faria, secretario de finanças à época dos fatos, a comissão diz que embora contumaz participação sua relatada nestes autos, o mesmo não mais ocupa cargos na prefeitura, por tanto, não caberia à comissão sugerir aplicação de qualquer sansão a ele, mas que isso, devera ser investigado pelas autoridades policiais.

 

Comentemos:

Por aqui, da para ser uma ideia do tamanho da farra que era cometida na administração 2009/2012 Nanão/Ferreira.

Farra de combustíveis, farra de restaurantes, farra de passagens aéreas, farra da Alfalix, farra de carro de som, farra de contratações irregulares, farra de rádios, farra de IMPRAL, farra de Versão BR, farra de empresa de vereador, farra e mais farra e mais farra!

Vai ficar assim? Só o Fabio e a Marcela vão responder e pagar? AH…Não Vai mesmo!

A gravidade dos abusos cometidos na administração Nanão/Ferreira 2009/2012, nos dão a impressão que estes homens nunca acreditaram na justiça, ou, se julgaram imunes a ela.

Por conta de câmaras municipais (vereadores) coniventes com tudo, eles deitaram e rolaram, mas agora, outras instancias judiciais e policiais, aderem a investigação dos atos criminosos cometidos e com toda certeza, quem deve, vai pagar!

Da pra acreditar que vão ficar todos impunes? Não da Né!

 

Ademir Feliciano

 

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