Acompanhado de dois advogados, “Nanão” é ouvido pela CEI.

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No terceiro dia de oitivas realizadas pela Comissão Especial de Inquérito que investiga possíveis irregularidades cometidas na emissão de passagens aéreas na gestão passada 2009/2012, o prefeito de Altinópolis, Marco Ernani Hyssa Luiz (PMDB), chegou antes do horário previsto, acompanhado de sua esposa e filha e mais dois advogados que teriam vindo de São Paulo.

O presidente da CEI, Vereador Sebastião Alves Paulino (PTB) informou que meia hora antes do inicio dos trabalhos, teria recebido ligação telefônica do DR. Edvar Voltolini (Manguinha), convidando-o para uma conversa, juntamente com “Nanão” e seus dois advogados, fato que o presidente simplesmente não aceitou. Segundo o presidente, tudo que deveria ser conversado, teria que ser em sessão de oitivas.

Com relação à viagem de sua filha “Mariana Luiz” para Brasília com custeio pago pela prefeitura, “Nanão” respondeu que ele próprio convidou Mariana para a viagem, porem, deixou claro na prefeitura que quem pagaria seria ele. Afirma ainda, que o empenho tirado em nome de Mariana, foi cancelado e que alem de pagar a passagem da filha uma vez, o fez novamente, outra vez, para não pairar nenhuma duvida. Ou seja, o prefeito alega que pagou pela vigem da filha, não uma, mas duas vezes.

Informou ainda a CEI que sua filha foi convidada por ele para fazer passeio em Brasília, uma vez que esta se encontrava em férias.

Nanão” afirmou a CEI que em sua opinião, agiu de forma correta e legal quanto a este fato.

Na viagem a Gramado ao lado da esposa, o prefeito respondeu que foram participar de um congresso de secretários municipais de saúde. Quanto ao fato de o citado congresso, ter ocorrido de 25 a 28 de maio de 2010 e eles terem ficado em Gramado o dobro dos dias, ou seja, de 22 a 29 de maio de 2010, o prefeito respondeu que enviara a CEI o relatório de prestação de contas para comprovar a realidade e a verdade.

Das viagens que fez para o exterior com Alan Faria, respondeu o chefe do executivo, que levou Alan para ser seu interprete, uma vez que não domina outro idioma, a não ser o português. Só não consegui explicar o que estas viagens trouxeram de benefícios ao município.

Com relação aos pagamentos feitos pela municipalidade, que custearam as viagens ao exterior, uma vez que em projeto de lei afirmavam que nenhum custo teria ao município; respondeu que só tomou conhecimento dos fatos, após denuncias.

Disse ter conhecimento de que parte deste pagamento foi feito sim pela prefeitura, e que tudo será apurado e corrigido pelo financeiro.

O prefeito, de um modo geral, sempre que podia, fugia das perguntas mais contundentes, e se lançava a falar de sua vida política. Dizia de seu passado e de sua historia, chegou ao ponto de ser repreendido pelo presidente da CEI que disse que aquilo ali não era programa político, que o prefeito se ativesse a responder de forma mais objetiva o que lhe estava sendo perguntado.

Muitas foram as perguntas feitas ao prefeito, mas este não se fez claro em suas respostas.

Saiu da CEI, intimado para que no prazo Maximo de quinze dias, apresente justificativas documentais de tudo o que lhe foi questionado.

Sua filha, Mariana Luiz, informou que foi sim a Brasília, a convite do pai, porem não tinha conhecimento da forma do pagamento da passagem. Segura em suas respostas, Mariana deu a entender, que realmente não sabia que sua passagem havia sido paga pelo município e depositou todas as responsabilidades para o pai.

Saiu da CEI, intimada para que no prazo Maximo de quinze dias, apresente justificativas documentais de tudo o que lhe foi questionado.

Senhora Virginia Zapolla Luiz (esposa do prefeito) questionada por duas viagens que fez em companhia do prefeito, tanto para Brasília quanto para Gramado, respondeu que em ambas, viajou para curso na área de saúde.

Não soube responder o que estes cursos trouxeram de benefícios para Altinópolis, mas disse julgar importantes suas viagens.

Em relação aos pagamentos, Virginia atestou que tanto as viagens quanto os gastos inerentes a elas, tudo era pago pelo prefeito. Era o prefeito quem prestava contas de tudo, e ela, nunca teve de prestar contas de nada.

Saiu da CEI, intimada para que no prazo Maximo de quinze dias, apresente justificativas documentais de tudo o que lhe foi questionado.

Evaldo José Custodio, respondeu por viagens em seu nome, com o argumento de ter ido a São Paulo para acompanhamento de processos.

Quando questionado sobre o valor de R$ 120.000,00 de contrato de sua empresa com a prefeitura, Evaldo disse que estes valores são divididos com seu sócio Edvar Voltolini (Manguinha), e que por tanto, por trinta horas de trabalhos semanais, acabavam, a grosso modo, recebendo menos que muito funcionário publico.

Saiu da CEI, intimado para que no prazo Maximo de quinze dias, apresente justificativas documentais de tudo o que lhe foi questionado.

 

As contradições que são vistas e apresentadas nas oitivas, talvez sejam o foco do relatório final que a CEI deverá concluir.

Nada impede porem, segundo o advogado DR. Lucas Zucolotto Elias Assis, que outras pessoas tenham que ser ouvidas, ou, que se ouça novamente quem já foi ouvido. ”Tudo dependera das provas apresentadas e das contradições ou inverdades”. Resumiu Dr.Lucas.

Mais oitivas estão marcadas para hoje, 30/04/2012.

 

Ademir Feliciano

 

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