Operação contra fraude em licitações prende 18 em SC

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15/05/2012 – 16h19

JEAN-PHILIP STRUCK
DE SÃO PAULO
GIOVANA PERINE
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

 

Uma operação de combate a fraudes em licitações prendeu 18 pessoas em quatro cidades catarinenses na manhã desta terça-feira (15). Onze presos são funcionários públicos de prefeituras.

Ao todo, foram expedidos pela Justiça 30 mandados de prisão temporária contra 19 pessoas e 52 mandados de busca e apreensão nas cidades de Anita Garibaldi, Cerro Negro, Porto Belo e São Joaquim.

Oito suspeitos são empresários que forneciam peças para veículos (caminhões, carros, tratores) das prefeituras. O prejuízo estimado e os nomes dos suspeitos não foram divulgados.

A operação é coordenada por seis Gaecos (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas) de Santa Catarina, compostos por membros do Ministério Público, das policias civil e militar e da Secretaria Estadual de Fazenda.

Os investigados são suspeitos de formação de quadrilha, fraudes em licitações e crimes contra a administração pública.

Segundo o coordenador do Gaeco em Florianópolis, Alexandre Graziotin, a quadrilha fraudava licitações de compras de peças de veículos e manutenção de máquinas para as quatro prefeituras. Em alguns casos, a compra era superfaturada, em outros o produto entregue era de qualidade inferior ao licitado.

“Em alguns casos eles nem se preocupavam em entregar o material. Havia um núcleo, mas quatro quadrilhas diferentes. Os funcionários das quatro prefeituras não se conheciam entre si, mas estavam todos ligados a esse grupo de empresários. As investigações mostraram que os funcionários recebiam 10% dos valores das compras fraudadas”, disse Graziotin.

Segundo o Ministério Público, as investigações duraram oito meses. A operação foi batizada de “Bola de Neve”, uma referência às baixas temperaturas da cidade de São Joaquim.

Em São Joaquim, os promotores encontraram notas fiscais assinadas por servidores que indicavam a entrega de R$ 500 mil em pneus para tratores, mas nenhum deles foi encontrado na prefeitura pelos investigadores. “É impossível que tenham sumido”, diz Graziontin.

A operação começou ontem com a prisão de um servidor público, em Florianópolis, assim que deixava a casa de um dos empresários suspeitos de comandar o esquema. Na casa de outro suspeito foram apreendidos R$ 100 mil em espécie.

O Ministério Público não soube informar o montante desviado nas fraudes.

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