Agora, Altinópolis pode romper com ONG

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Prefeitura paga desde 2009 R$ 12 mil mensais à Organização Pra Frente Brasil, da ex-jogadora de basquete Karina.


GABRIELA YAMADA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DE RIBEIRÃO PRETO

Após denúncias contra o ministro dos Esportes, Orlando Silva (PC do B), a Prefeitura de Altinópolis analisa o rompimento do contrato feito com a ONG Pra Frente Brasil, da ex-jogadora de basquete Karina Rodrigues, vereadora por Jaguariúna (SP) pelo mesmo partido.
Há dois anos, a administração, do PMDB, paga uma taxa de R$ 12 mil por mês para a ONG oferecer o projeto Segundo Tempo, do ministério, a 800 crianças e adolescentes da cidade, entre 7 e 18 anos.
Segundo Fábio Augusto Silva, diretor de licitação, foi fechado um contrato anual de R$ 144 mil depois de concorrência pública, que previa a contratação de empresa para elaborar, desenvolver e supervisionar projeto socioesportivo educacional.
Somente a ONG apresentou a proposta para a concorrência. O contrato, que não menciona o projeto Segundo Tempo, vence em fevereiro do ano que vem.
Na ocasião, as atividades esportivas foram terceirizadas para tornar integral o período das escolas municipais, de acordo com Ana Lúcia Ferreira, coordenadora da Secretaria Municipal de Educação.
A ONG tem contrato com outras 16 cidades do interior paulista e é a entidade que mais recebeu recurso do ministério: foram R$ 28 milhões em seis anos.

ESTRUTURA PRECÁRIA
A Folha esteve ontem em Altinópolis, mas a prefeitura não permitiu que a reportagem acompanhasse as atividades, alegando que a ONG não autorizou.
No site da Pra Frente Brasil consta que há atividades esportivas em três escolas municipais, além do CSU (Centro Social Urbano) da Vila Maria e do campo de futebol municipal Irmãos Raffaini, no centro. A reportagem esteve lá e constatou que o local passa por reformas.
Segundo vizinhos ouvidos pela Folha, ali nunca houve prática de esportes do projeto. Já no campo de futebol municipal, a situação dos vestiários e banheiros é precária, com vasos sanitários e pias quebrados, além da falta de bebedouros de água.
“Se tiver que ir ao banheiro? Não dá não. Tem que ir para casa”, disse à reportagem um adolescente atendido pelo programa.


OUTRO LADO

Prefeitura diz que locais estão em fase de obras

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA,DE RIBEIRÃO PRETO

Questionada sobre a estrutura precária dos locais visitados pela reportagem, a Prefeitura de Altinópolis informou que eles estão em fases inicial ou final de obras.
A administração informou ainda que o programa “atuou e atua em vários equipamentos públicos da cidade, como escolas, outros campos de esportes, quadras, Parque Santa Cruz e praças”.
Ana Lúcia Ferreira, coordenadora da Secretaria Municipal de Educação, disse que a ONG Pra Frente Brasil contratou quatro professores e oito estagiários para a implantação do projeto.
Sobre não ter celebrado o convênio diretamente com o ministério -o que evitaria o pagamento da taxa para a implantação do projeto-, a Prefeitura de Altinópolis não se posicionou.
A ONG Pra Frente Brasil disse que iria se manifestar somente hoje em nota oficial.

Folha de São Paulo

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