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Coluna de Antonio Galvão

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SHAKESPEARE EXPLICA

Teve lugar ontem (6 de setembro de 2011) na Câmara Municipal de Altinópolis uma sessão que certamente poderia ser classificada como histórica e que, em razão disso, teria merecido uma platéia numerosa para assisti-la. Os poucos munícipes presentes (apenas sete, sendo três ex-vereadores, a esposa de um vereador em exercício, o que redige este texto, a copeira da Câmara e o radialista da Clube Regional, estes últimos cumprindo dever de ofício), sem dúvida nenhuma, não fizeram justiça à importância de que se revestiu essa sessão do nosso Legislativo, tendo em vista o que nela aconteceu, sobretudo em termos de ineditismo.

O ineditismo a que me refiro ficou por conta de dois fatos que indubitavelmente marcarão tal sessão nos anais da história desta cidade.

O primeiro aconteceu quando o presidente, em tom solene e grave como requeria o momento, anunciou a sua renúncia ao cargo – sem abrir mão do seu mandato como vereador. Evidente que esse anúncio foi feito num clima de extrema tensão podendo-se notar nos semblantes dos seus pares visíveis sinais de constrangimento. Claro ficou também que todos eles – ou pelo menos a maioria deles – já conhecia a decisão do renunciante, à exceção do vereador José Carlos Cristino, que usou a tribuna para demonstrar a sua decepção com a atitude do até então presidente Jô.

E a passagem do cargo para o vice, Ruan, foi deveras embaraçosa: o próprio ex-presidente ajudando a descer a mesa, antes ocupada pelo ex-vice, a fim de que ele (Jô) pudesse se acomodar entre os demais, já na condição de simples edil.

O segundo – não tão marcante, mas também inédito -, foi o envio à Câmara de um projeto de lei de autoria do Executivo, cujo teor é o de disciplinar o estacionamento de veículos no entorno do Parque da Lagoa. Ora, é elementar, e qualquer assessoria jurídica de qualquer prefeito sabe que esse tipo de projeto não tem o menor cabimento: tudo que se refira a trânsito, como é o caso da colocação de placas de sinalização, é de competência da prefeitura – sem a necessidade de se fazer uma lei para isso. Aliás, foi exatamente o que foi feito com relação à proibição de estacionamento na praça das Esculturas.

E a Câmara agiu da única maneira que deveria agir: não acolheu o esdrúxulo projeto.

Para concluir, e para não entrar no mérito nem no âmago desses fatos, vou buscar a ajuda do grande poeta, dramaturgo e pensador, nascido em Stradford-upon-Avon, William Shakespeare, autor daquela célebre frase que cabe muito bem neles:

EXISTEM MAIS MISTÉRIOS ENTRE O CÉU E A TERRA DO QUE POSSA IMAGINAR A NOSSA VÃ FILOSOFIA.

Antonio Galvão

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