Sociedade discute formas de atrair investimentos, promover crescimento e gerar empregos em Orlândia

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Sociedade discute formas de atrair investimentos, promover crescimento e gerar empregos em Orlândia

Vice-prefeita Flávia Gomes propõe criação de Fórum de Desenvolvimento Econômico

A reunião de empresários, trabalhadores e educadores, promovida pela Frente Parlamentar Mista de Defesa do Desenvolvimento Econômico e Valorização do Trabalho na quinta-feira, 5 de maio, revelou números impressionantes sobre a economia de Orlândia, e uma necessidade premente de tirar Orlândia da estagnação econômica.

Houve crescimento de mais de 2,5 mil desempregados vindo do setor sucroalcooleiro, notadamente do corte de cana-de-açúcar, também incluídas Nuporanga e Sales Oliveira. Outra resolução dos participantes é a criação de um Fórum de Desenvolvimento Econômico e Social, a ser realizado na cidade, com objetivo de debater propostas e projetos para crescimento e atração de investimentos.

A vice-prefeita Flávia Mendes Gomes, coordenadora regional da Frente e mentora da reunião, comemorou a participação da sociedade na reunião, e o engajamento de todos na criação do Fórum. “É importante que Orlândia analise suas potencialidades, bem como os problemas a serem transpostos”, avalia.

Para Flávia Gomes, Orlândia precisa descobrir sua vocação econômica. “Isso é imprescindível para compreendermos e enfrentarmos esta nova realidade. O Fórum de Desenvolvimento Econômico é instrumento adequado para debate e futura implantação de políticas eficazes de atração de investimento”, afirma.

A próxima reunião foi marcada para o dia 16 de junho, às 15h, na Câmara Municipal de Orlândia. Alguns grupos foram criados para levantar informações e já analisar a viabilidade legal de projetos. “A sociedade de Orlândia, e também da região, mostra-se preocupada com os caminhos que vemos trilhando nos últimos anos. Nossa riqueza já foi maior, e precisamos reaver o que perdemos e também buscar novas conquistas”, convoca a vice-prefeita Flávia Gomes. A reunião é aberta a todo público.

PIB e renda per capita

O diretor da Faculdade de Orlândia (FAO), Luiz Eduardo Lacerda dos Santos, é outro que defende a formação do Fórum, inclusive com abrangência regional. Ele citou o Plano Nacional de Saneamento, do Governo Federal, projeto que definirá a política para o setor de saneamento por vinte anos, com impacto na qualidade de serviços como abastecimento de água, coleta de esgoto, manejo de águas pluviais e gestão de resíduos sólidos. “É um exemplo de projeto que pode ter trabalho conjunto”, explicou.

Orlândia atingiu um PIB (Produto Interno Bruto) de R$ 736,1 milhões em 2008, segundo dados do Seade (Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados). Isso equivale a uma renda per capita de R$ 19.681,29, contra R$ 24.457 na média do Estado de São Paulo. O rendimento médio dos empregados com carteira assinada foi de R$ 1.344,32, também abaixo da média estadual, R$ 1.762,71, segundo informações fechadas em 2009.

Uma das finalidades da Frente Parlamentar é acompanhar as ações legislativas que visem proteger e fortalecer a indústria, a geração de renda, bem como estimular o desenvolvimento econômico. “Orlândia tem de aproveitar as oportunidades que se apresentam, não apenas de debater essas questões, como de propor mudanças que gerem empregos para a população”, disse Flávia.

Desemprego x qualificação

Não há informações oficiais sobre desemprego. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Orlândia, Tadeu Urbinatti, revelou que, nos últimos dois anos, 2.500 pessoas ficaram desempregadas. “O salário médio desses trabalhadores era de R$ 1.200. Então, vejam o que representa para a cidade”, afirmou.

Segundo ele, a falta de projetos de qualificação profissional para o trabalhador rural pode piorar a situação. “Onde essas pessoas vão trabalhar? As grandes empresas, usinas que hoje atuam na região, demitiram muita gente e agora não ajudam a criar opções para esses desempregados”, disse o sindicalista.

Governo Federal

O diretor do Sindicato dos Professores e Funcionários da Educação do Estado de São Paulo (Afuse), Claudiney Basso Pinheiro, explicou que o Governo Federal possui diversos programas de qualificação profissional. “Há possibilidade, inclusive de pleitear uma extensão de escola técnica federal”, afirmou. Ele também é assessor do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

Porém, explicou que pouca coisa é possível sem participação da Prefeitura. “Comprometo-me a encaminhar os projetos debatidos no Fórum, mas é importante salientar que, sem uma Administração municipal empenhada em resolver essas questões e fazer os projetos corretamente, pouco pode ser feito”, disse Pinheiro.

O advogado Tiago Cavasini disse que um dos problemas a ser enfrentados é a “inércia” da Prefeitura. “A Prefeitura não abre espaço para projetos que demandem novas oportunidades de emprego nem para obtenção de verbas”, afirmou. Na sua opinião, deveria haver uma cobrança maior pelos participantes em relação aos projetos pleiteados.

“Uma cidade não cresce se não produzir”, pontuou o presidente da Associação Comercial e Industrial de Orlândia, Edicleson Oliveira. Segundo ele, os empresários não tem apoio para ampliação de seus negócios. “O Sebrae é importante, e poderia retornar com programas de atendimento, já que as pequenas e microempresas são as que mais empregam.”

Educação

Com participação de diversos educadores, a questão da qualificação profissional e da educação foram temas recorrentes. “Estamos perdendo a juventude”, alertou o professor Vito Corrado Vella, da Apeoes (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo). Ele afirma que o desemprego atinge também professores, que não conseguem trabalho devido ao sistema municipalizado de ensino.

Outra proposta foi a de parceria entre empresas e escolas, notadamente a ETEC Alcídio de Souza Prazo, que possui cursos técnicos. Em São Joaquim da Barra, parceria entre a escola Pedro Badran, também ligada ao Centro Paula Souza, o curso técnico de Açúcar e Álcool só foi viabilizado em parceria com a Usina Alta Mogiana, que bancou os equipamentos e é interessada nos profissionais formados.

O professor Sérgio Roberto Ferreira, da ETEC Alcídio, disse que parcerias como aquela são possíveis também em Orlândia. Atualmente, a escola tem parceria com a Prefeitura de Morro Agudo, que promove curso de formação específica e de curta duração. Ele afirmou que a escola vai analisar a possibilidade de novos cursos, com base na necessidade e nas aspirações da cidade.

Participaram da reunião o presidente da Câmara de Vereadores, José Inácio, o vereador Sebastião Atílio (Nego da Maruca), o vereador de Sales Oliveira e presidente do Sindicato Rural, João Theodoro Lima Bonadio, o presidente da ACIO, Ediclelson Oliveira, o diretor da FAO, Luiz Eduardo Lacerda dos Santos, o presidente do Codem (Conselho de Desenvolvimento Econômico de Orlândia), Veidson Carvalho Brandão, a fiscal tributária da Prefeitura Marisa Caldana (também membro do Codem), o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Orlândia, Tadeu Urbinati, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Orlândia, Sebastião Valter Rodrigues, e o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Morro Agudo, Pedro Murgi.

Também estiveram Cleide de Fátima Guerra Rodrigues (Afuse), Fernando Rodrigues (Sebrae), Cristina da Silva Guilherme (Associação dos Sem-Casa), Valéria Aparecida Passaglia Monteiro (Afuse), Vito Corrado Vella (Apeoesp-Orlândia), Sérgio Roberto Ferreira (ETEC Alcídio de Souza Prado), Rodrigo Antonio Alves (advogado), Tiago Cavasini (advogado do Sindicato Trabalhadores Rurais de Morro Agudo e presidente do PSB-Orlândia), Pedro Henrique Fregonesi Infante (Infante Cavasini Advogados), Edenilson Muniz (Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Morro Agudo), Israel Rocha Júnior (Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Morro Agudo), Gustavo Boldrin (empresário), Rodolfo de Oliveira Ruff (professor), Ana Maria Rodrigues (educadora), Reginaldo Antonio da Silva (metalúrgico aposentado)  e Álvaro Garbin (estudante).

Fonte: Assessoria de imprensa da prefeitura municipal da cidade de Orlândia

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