Prefeita de Jandira diz que realizará mutirão para acabar com desvios

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Prefeita de Jandira diz que realizará mutirão para acabar com desvios

Anabel Sabatine se diz ameaçada após assassinato de antecessor.
Polícia apura corrupção também na atual gestão; prefeita nega culpa.

 

Dizendo ter sido ameaçada de morte desde que assumiu a Prefeitura de Jandira no final do ano passado, quando seu antecessor foi assassinado, a médica Anabel Sabatine (PSDB) afirmou nesta quinta-feira (10) que montou um mutirão com pessoas de confiança para acabar com irregularidades que encontrou em alguns setores da administração pública. Ela disse que o grupo irá trabalhar nem que isso custe sua vida.

“Tenho recebido ameaças de morte por telefone e estou tomando medidas de segurança. Mas tenho o ideal de pôr Jandira nos trilhos nem que isso custe a minha vida”, disse a prefeita Anabel Sabatine, de 44 anos, na manhã desta quinta em Jandira.

Em 10 de dezembro, o então prefeito da cidade, Braz Paschoalin (PSDB), foi morto a tiros em frente a uma rádio, onde planejava participar de um programa. A Polícia Civil investiga o crime e suspeita que ele possa ter ligação com esquemas de corrupção herdados de gestões anteriores a da atual gestão. Por esse motivo, funcionários estão sendo investigados.

“Existe informações sobre desvios de dinheiro. Elas foram praticadas em administrações anteriores a da prefeita Anabel . Temos juntado nos autos informações sobre desvio de dinheiro envolvendo merenda escolar. Em linhas gerais essas práticas ilegais poderiam ter ligação com o assassinato de Paschoalin”, disse o delegado Zacarias Katzer Tadros, titular do setor de homicídios da Seccional de Carapicuíba, ao G1.

Sete pessoas já foram presas pela polícia por suspeita na participação do homicídio de Paschoalin.

Recentemente, a polícia disse ter detectado um esquema de corrupção envolvendo desvio de dinheiro de verba pública para pagamento de merenda escolar destinada à rede de ensino municipal.

Por conta dessa investigação, Anabel decidiu convocar a imprensa para dar esclarecimentos. O secretário de governo, Mario Geraldini, confirmou a suspeita do desvio aos jornalistas. Ele declarou que R$ 800 mil saíram dos cofres da prefeitura para comprar comida para crianças, mas não foram pagos à empresa fornecedora do alimento. “Até agora não sabemos onde ou com quem esse dinheiro foi parar”, disse Geraldini.

Além da polícia, o Ministério Público, o Tribunal de Contas e uma empresa de assessoria em informática, contabilidade, tesouraria e arrecadação apuram eventuais práticas ilegais que tenham sido cometidas até Anabel assumir o cargo, segundo a administração. “Todas as irregularidades estão sendo apuradas pelas autoridades e órgãos competentes. O que posso dizer é que não têm nada contra mim”, completou a prefeita.

Questionada pelos jornalistas se o prefeito morto sabia do esquema, Anabel disse que não tinha essa informação, mas que prefere não comentar o assunto.

“Ela é uma pessoa idônea. Enquanto não provem nada ao contrário, estou junto com ela”, disse o vereador Wilson Coelho (PDT), um dos parlamentares que acompanharam a entrevista.

Outros vereadores também demonstraram apoio à prefeita, que vislumbra pôr Jandira, município com pouco mais de 100 mil moradores, nos eixos até maio. “Quando chegamos foi bem complicado. Estávamos meio perdidos. O Tribunal de Contas veio e ainda estamos pondo a casa em ordem. A cidade está andando, não do jeito que eu gostaria porque estou vendo muito impedimento, mas até maio acho que vai deslanchar”, disse Anabel, que se licenciou temporariamente das atividades como médica ginecologista para se dedicar à administração.

Por conta da sensação de insegurança, após o assassinato de Paschoalin, a atual prefeita não abriu mão da escolta pessoal. “Ando com segurança, sim”, disse ela, que tem até o namorado como guarda-costas. “Ele era da Polícia Militar e pediu exoneração da corporação para ser meu segurança particular.”

Mãe de uma menina, Anabel contou também que o secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, ofereceu a ela reforço policial caso queira. “Estava me sentido muito insegura e minha família está apreensiva”, disse a prefeita.

Fonte : G1

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