Justiça condena oito traficantes de Altinópolis, somados a pena passa de cinqüenta e cinco anos de reclusão

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Justiça condena oito traficantes de Altinópolis, somados a pena passa de cinqüenta e cinco anos de reclusão

Entre os presos estava um homem de Ribeirão Preto acusado de ter sido recentemente “batizado” como membro do PCC

14/01/2011

A Justiça de Batatais condenou oito pessoas por tráfico de drogas e associação para o tráfico a penas que, se somadas, atingem cinqüenta e cinco anos de reclusão. A condenação refere-se ao caso da prisão em abril do ano passado de uma quadrilha na Rodovia Altino Arantes, num trevo  que liga o município a Altinópolis.  Através de uma campana, policiais civis do SISE (Setor de Investigações Sobre Entorpecentes de Batatais) encontraram 6,14 quilos de maconha que estavam acondicionados em cinco tabletes. Também foram encontrados um tablete de cocaína pesando 320 gramas e um revólver calibre 38 com cinco projéteis intactos. Entre os presos estava um homem, residente em Ribeirão Preto, acusado de ter sido recentemente batizado como membro do Primeiro Comando da Capital.
Foram condenados Ruan Aparecido Ribeiro da Silva (13 anos, 5 meses e 6 dias de reclusão), Rodrigo André Bavieira (12 anos, 5 meses e 29 dias reclusão), Samuel Henrique Mendonça, Diego Alvares, Rodrigo Felix de Sousa e Renato dos Santos Gonçalves (penas de 5 anos e 10 meses de reclusão para cada um), Renan Rezende de Siqueira Anaga (5 anos de reclusão) e Suellen Capatto Xavier (3 anos de reclusão).
De acordo com o delegado Sebastião Mazzaron Filho, a ocorrëncia teve início  quando a polícia recebeu uma informacão de que um membro do PCC, Ruan Aparecido Ribeiro, de 28 anos, natural de São Sebastião do Paraíso e residente em Altinópolis,, estaria transportando de Ribeirão Preto para Batatais, por meio de uma adolescente que viajava num ônibus coletivo, uma grande quantidade de drogas que seria entregue a um elemento conhecido como “Pretinho”. A denúncia apontava que Pretinho levaria a droga até o conjunto habitacional Prefeito Salim Jorge Mansur, em Batatais, para ser distribuída entre os traficantes que atuam no bairro, conhecido como ponto de tráfico na cidade e alvo até mesmo de recentes operações da Polícia Civil.
Campana: A equipe de policiais do Sise, composta por quatro investigadores, rumou num veículo descaracterizado até as proximidades do Auto Posto Simara, äs margens da Rodovia Altino Arantes, trevo de acesso ao município de Altinópolis, já que seria o local combinado entre os traficantes Pretinho e Ruan para a entrega da droga.Poucos minutos depois da chegada dos policiais, a garota desceu de um önibus proveniente de Ribeirão Preto, momento em que encostou um veículo Gol, de cor branca, placa BLB 7945, de Altinópolis, com cinco ocupantes em seu interior. Dentro do automóvel estavam Ruan, Diego Alvarez, de 23 anos, morador de Altinópolis, Samuel Henrique Mendonça, de 19, residente em Altinópolis, Renan Resende de Siqueira Anaga, de 19, também residente em Altinópolis, e Ronaldo Renovato da Silva, de 28 anos, também de Altinópolis. O ribeirão-pretano Rodrigo Felix de Sousa, 27 anos, morador do Ipiranga, já estava no ponto, segundo a polícia.Segundo o delegado titular do Sise de Batatais, Sebastião Oswaldo Mazzaron Filho, foram ao encontro da garota, Ruan  e Ronaldo, sendo que o primeiro apanhou das mãos da adolescente uma bolsa onde estava escondida toda a droga e a arma.Ao perceberem a aproximacao dos policiais, os demais rapazes que ficaram no automóvel tentaram fugir em direção a Altinópolis. Foi feito um cerco na Rodovia Altino Arantes, e a Polícia Militar da cidade vizinha realizou a prisão dos demais suspeitos.Todos os acusados foram apresentados no Plantáo Policial de Batatais e presos em flagrante acusados de trafico de drogas. Foi a maior apreensão de drogas daquele ano na cidade. Os acusados náo quiseram prestar depoimento. Escuta “mostrou” preso desesperado e até julgamento de comparsa A quadrilha foi desbaratada pela polícia através de escutas telefônicas autorizadas pela Justiça. Num dos diálogos, a polícia conseguiu captar uma conversa do acusado Ruan com Renato, cuja conversa foi intermediada por Suellen, esposa de Rodrigo, em que ele demonstra desespero pelo fato de ter sido preso. 
“Eu fiz a minha parte, eu deixei a situação aonde tinha que chega (sic), entendeu irmão?. Agora tem que ver o resto das idéias para ver como é que vai ficar. Eu tô preso aqui sozinho, tô pagando represália do bagui (sic) sozinho. Perdi tudo a minha droga”.
Segundo a polícia, o entorpecente teria sido adquirido por Rodrigo,que pagaria a encomenda com um veículo Pampa. Depois das prisões, a quadrilha teria desconfiado dos procedimentos de Renato, que teria inclusive participado de um “debate” entre os membros do “partido”.
Durante os interrogatórios judiciais, só Juan assumiu a participação. Os demais negaram qualquer participação no episódio e se disseram pessoas trabalhadoras, colocando também sob suspeita as gravações usadas pela polícia.

 

Fonte: Batatais online.com.br

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