Crônicas da “Aninha”!

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Aninha, 38 anos, licenciada em História pelo CEM “Barão de Mauá”. Gosta de bom copo, boa mesa e boa cama! Ultimamente tem sido chamada de Diaba Loira, Mosca na Sopa e Capeta em forma de gente, por viver azucrinando quem merece. Cara de pau de nascença, espírito livre, não se intimida diante da mediocridade e da inveja de alguns e sentimento de vingança de outros, ou de tudo isso junto.

Vira e mexe gosta de citar Zagallo: Vão ter que me engolir!

Enfim: Aninha é uma figura expansiva e solar, “queiram” eles ou não, em torno da qual só resta aos outros orbitar!

Ah! Modéstia é seu forte!

 



Sr. Ratz

Nome Verdadeiro: Desfaçatez

Sobrenome: Ignomínia

Tempo de Pilantragem: Imemorável

― Gêja, minha filha… ‘Bora lá com esses cajus. Gritava vó Seba, enquanto arrastava as chinelas em direção à cozinha.

―Tô indo “vóinha”, não se avexe não, visse!? Respondia a Prima Ge com paciência incansável.

― Apois, – dizia Vó Seba – aprume esses cajus com ligeireza, pois quero aprontar o doce para servir após o jantar.

E sentada na cabeceira da mesa, ficou a escolher grande quantidade de feijão de corda para fazer um arribacão daqueles. Não conseguindo ficar calada por muito tempo (tenho a quem puxar) a boa velhinha destampou a falar:

― Sabe Gêja, hoje vou falar um pouco mais sobre a Ratazana do Nordeste, o famoso Sr. Ratz, aquele que voltou para ajudar a saquear os cofres públicos de Encantada. Apois, este homem, se é que dá para chamá-lo assim, é mais desprezível do que se imagina. Quando Sr. Louco foi eleito prefeito (eleito… daquele modo que já lhe expliquei, visse), esse “Ômi” teve o descaramento de telefonar para o nosso querido Sr. Ele e dizer o seguinte:

― Olhe Sr. Ele, se eu fosse você, entrava na Justiça para impedir a diplomação do Louco, pois há irregularidades no registro e na prestação de contas de sua campanha eleitoral, blá, blá, blá, blá…

Sr. Ele como sempre, ouviu tudo pacientemente, e logo em seguida entrou em contato com sua irmã, – Srtª. Tridente Pimentinha – e lhe narrou o fato.

Srtª. Pimentinha que não era gente foi logo avisando com toda a “sutileza” que lhe era peculiar:

― Irmão Amado, tome cuidado, pois tudo o que vem desse homem não presta. De certo ele está sem serviço em alguma prefeitura e acha que se tudo der certo (queira Deus que não dê, pensava ela) você vai contratá-lo. E se isso acontecer seu nome vai para o esgoto e sua memória será apagada dos Anais de Encantada.

Sr. Ele BOM que só ele, coração puro, respondeu à Pimentinha:

― Minha irmã, mas será que é por interesse? Às vezes não, minha Mana, pois todo ser humano tem um lado bom.

―Ora, mas quem disse a você que esta PRAGA se encaixa na definição de ser HUMANO?!!! Ele pertence sim às Zonas Umbralinas do Universo. Mas então, tá. De boas intenções o inferno está lotadinho. Aguarde para ver.

Dias depois desse colóquio esclarecedor, Pimentinha chega a um restaurante de Encantada e dá de cara com ninguém mais, ninguém menos que: O Louco, a Ratazana e mais um senhor que ela não conhecia. Com sua inteligência apurada, ela matou a charada:

“Se o caso de meu irmão não fosse resolvido a tempo (queira Deus que não), Ratazana teria que cercar o Louco, pois assim ele faria parte do governo e poderia abocanhar grandes fatias da Grande Sobremesa chamada Encantada!”

“Vixe”, mas aí iria virar um “furdúncio desgraçado”, porque era tanta gente para pegar uma fatia dessa sobremesa… A briga iria ser boa, pensava ela. (isso se verá na próxima crônica).

E Vó Seba depois de ter escolhido, lavado e colocado o feijão de molho, acende o cachimbo e dando longas baforadas começa a falar de Pimentinha:

― Gêja, essa Srtª. Tridente Pimentinha nasceu na cidade grande, veio de Recife para Encantada ajudar o irmão. Moça de fino trato, mas com alma de Leoa Brava, sempre defendeu Ele com unhas e dentes. Em seu pensamento, Sr. Ele é um anjo que Deus mandou para alegrar e confortar as pessoas com sua Bondade, e por isso ela não AD-MI-TIA que alguém, principalmente as pessoas de seu grupo político ao menos cogitassem em traí-lo, pois nosso querido Mascate, tratava a todos com Respeito verdadeiro e Amor Cristão.

E como a inveja grassa em todos os meios, e a maioria do ser humano não está preparada para pensar no bem coletivo, Sr. Ele por muito tempo, governou praticamente só! Foi um HERÓI! Tanto que até hoje é ACLAMADO em diversas situações, com gritos de: Volta! Volta! Volta!

―É! – Gêja exclamou -: Pimentinha tem razão em defendê-lo. Ao que dizem é um filho e irmão dedicado e amoroso! Já me disseram que ela tem verdadeira adoração por ele. Quando ele faz discursos, ela não ouve e nem vê nada mais à sua volta, somente a presença do irmão adorado!

― Mas Gêja, – diz Vó Seba – vamos voltar à Ratazana, e vê se não perde o ponto do doce, visse?!

― Dizem as boas línguas – continuou Vovó – que a Ratazana abocanhou um salário DAQUELES! Uma vergonha, diante de tantos funcionários braçais, e de outras funções que merecem um bom aumento salarial, uma vez que após longos anos de desprezo e esquecimento, foi o Sr. Ele quem deu aumento de salário aos funcionários, tirou a cesta básica (misera, que para ganhar, o funcionário tinha que apresentar conta de água e luz quitadas. Olha que humilhação!) e instituiu o Vale Alimentação, e melhor ainda: tratava a TODOS, com RESPEITO.

― Então vóinha, é por essas e outras que esse Grande homem foi tão perseguido, inclusive por seus aliados políticos?

―Foi sim minha Cabritinha, foi sim. Porque alguns deles pensando em fazer curral eleitoral e também por querer transformar Encantada em uma polpuda sobremesa, quebraram a cara, pois no pensamento de Sr. Ele, devemos sempre cumprir nosso dever de cidadão, e sendo Prefeito, essa responsabilidade TRIPLICA.

E antes que Vó Seba começasse a ficar com os olhos marejados, levantou-se e foi preparar o jantar.

Prima Ge me contou que aquela noite, Vô Luiz, Vó Seba, Tias Ana e Matilda, Tios, Primos e Primas sentaram-se em volta da mesa e se fartaram de arribacão, rabada de boi, manteiga de garrafa, e depois doce de caju com queijo de cabra. Mas antes desse banquete todo, minha Avó e meu Avô lamentaram a falta de seu querido Joaquim (meu Pai) e de seus netos e nora.

E foi assim que mais um dia terminou para a família Wenceslau Silva, desse jeito mesmo: todo mundo na varanda, apreciando as estrelas, e lá em cima, do Plano Espiritual, as bênçãos eram enviadas, para que mais um dia árduo fosse vencido com dignidade e alegrias no coração de cada um.

Moral da História – parte Ratazana : NENHUMA. É MUITO PODRE PARA TER ALGUMA MORAL, mesmo nesta Crônica.

Moral da História – parte família Wenceslau Silva e Sr. Ele: “AO CORAÇÃO ESTRELADO PERTENCE A LUZ INTENSA, DEUS MERECE ESTE BRILHO E NELE TODA A MINHA FAMÍLIA ESTÁ.”

QUINTA QUE VEM, TEM MAIS!!!!

ATENÇÃO: Isto é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência. Somente eu, minha Prima Geralda e vó Seba (que Deus a tenha) é que somos personagens reais. Utilizei o nome de Ge, pois é uma prima muito querida e de humor impagável!

P.S. ( A minha parentalha, que vou agregando existe mesmo, para se ter uma idéia, Tia Ana está com quase 90 anos!)

Ana Maria Gomes da Silva – contato: aninhabeauty@hotmail.com

 

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