“A revolução verde está mudando de cor……”

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Semana do Meio Ambiente

 

“A revolução verde está mudando de cor……

 

A partir da 2º Guerra Mundial com a ‘modernização da agricultura “, adotou-se pacotes tecnológicos que levaram também à implementação das práticas descritas abaixo”:

ü 1)Simplificação dos agroecossistemas por meio da monocultura;

ü 2)Mecanização intensa;

ü 3)Irrigações pesadas;

ü 4)Adubações excessivas com o uso de fertilizantes altamente solúveis e uso indiscriminado de agrotóxicos repetidamente ao longo dos anos, com grau de toxidez cada vez mais alto causando desequilíbrios ambientais cada vez mais intensos e deixando o ambiente suscetível a contaminações das mais diversas. Ficando o agricultor também cada vez mais na dependência de insumos externos de alto custo e cada vez menos capitalizado.

Ninguém pode negar que estas práticas que culminaram com a revolução verde incrementaram a produção mundial de alimentos para patamares nunca antes alcançados.

Contudo, na década de 60, começaram a aparecer os efeitos negativos da adoção dessas práticas, tais como erosão, contaminação dos solos e de mananciais, perda da diversidade da fauna e da flora ,ressurgimento e resistência de pragas aos agrotóxicos

Passados 50 anos o cenário está muito pior, a Revolução verde começou a descorar e hoje o sinal está amarelo, de atenção, e prestes a tornar-se vermelho.

Chaboussou (1987) acredita na relação direta entre a incidência de pragas e práticas rotineiras da agricultura convencional, entre elas o uso de adubos altamente solúveis principalmente nitrogenados que podem também contaminar as fontes de água e provocar doenças das mais diversas.

Já se detectou, em alimentos que consumimos diariamente, níveis de agrotóxicos acima dos considerados normais.

Portanto devemos começar a pensar mais seriamente sobre os efeitos colaterais deste modelo agrícola insustentável sobre todos os aspectos que ao mesmo tempo em que mantêm a produção e oferta de alimentos em termos quantitativos também contamina o solo a água e os próprios alimentos, os trabalhadores e em conseqüência há uma demanda crescente nos hospitais sobrecarregando os sistemas de saúde e o erário público.

Nesta semana do meio ambiente reflitamos todos sobre o assunto que normalmente não é discutido e não é divulgado para a maioria da população, pois não há interesse que esses problemas venham à tona, por envolver bilhões de dólares de empresas transnacionais.

Para reverter o quadro atual a sociedade organizada deve incluir o assunto em sua pauta de discussões, pois a mesma tem um papel relevante na transformação desta estrutura de produção.

Vários questionamentos devem ser feitos, entre outros :

Ø Qual o padrão de qualidade da água dentro de dez ou quinze anos?

Ø Qual será a qualidade de nossos alimentos?

Ø Como estará a saúde da população?

Ø Será que o governo terá recursos para atender a crescente demanda na saúde?

Ø Qual será a situação de nosso meio ambiente se não mudarmos nossos hábitos e modelo de produção agrícola e industrial?

Fonte Consultada: Agroecologia -.Princípios e Técnicas para uma Agricultura Sustentável

Autores: Adriana Maria de Aquino – Renato Linhares de Assis – EMBRAPA – Brasília – DF – 2005.

João Donizetti da Silva

Engenheiro Agrônomo

CREA 72.397/SP

 

 

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