“Caso Ronaldo”! Mãe procura o altiaqui e desabafa em entrevista.

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“Caso Ronaldo”! Mãe procura o altiaqui e desabafa em entrevista.

Recebemos na sede do altiaqui, na manhã de hoje, 28/04/2010 a senhora Vera Lucia Ribeiro da Silva, mãe de Ronaldo, que dias atrás, por conta de um assalto à casa lotérica local, na fuga acabou causando um acidente de automóvel que levou a óbito a conhecida senhora Darclê.

Acompanhou dona Vera em sua visita, a jovem senhora Lucinéia Rodrigues de Oliveira, grávida de sete meses e companheira de Ronaldo.

Dona Vera concedeu entrevista ao altiaqui.

Altiaqui: Bom dia dona Vera! Qual o porquê de a senhora ter nos procurado?

Dona Vera: Estou aqui, pois há vinte dias eu estava procurando ajuda na assistência social, no posto de saúde, secretario de saúde, delegado de policia. Me mandaram ir pegar um papel La na OAB, eu fui, e o advogado “Uriel” me respondeu que eu tinha que conviver com a situação de meu filho, porque ninguém poderia me ajudar, só uma casa de ex drogados de Ribeirão Preto, mais ninguém.

Eu, no desespero cheguei a pedir que o Dr. Cezar, como testemunha do fato, que prendesse meu filho, para ele estar me ajudando, até que eu conseguisse uma clinica.

Dinheiro é uma coisa que não tenho, “eu vivo de meus braços”, sou pobre, mas eu propus até vender minha casa, que é a única coisa que tenho para poder fazer um tratamento no meu filho.

 

Altiaqui: A senhora diz que há vinte dias vinha procurando ajuda: e o Ronaldo nesse período, vinha mostrando algum transtorno, ele criou alguma outra situação que a levasse a solicitar ajuda?

Dona Vera: Sim, ele tentou suicídio e não morreu porque eu chaguei na hora, eu e a esposa dele, ele estava alucinado e subia nos telhados, ele não estava mais consciente do que fazia, ele ficava transtornado, queria usar droga a cada vinte minutos. Por isso eu falo, o que aconteceu com meu filho, ele não viu o que ele fez e por isso estou pedindo ajuda, pedindo pelo amor de Deus, que quem poder me ajudar que me ajude, porque meu filho vai pagar por fato que ele não fez em Sã consciência. Eu estou implorando ajuda, por eu ser uma pessoa pobre é muito difícil alguém oferecer ajuda, mas encarecidamente eu peço me ajudem pelo amor de Deus, não deixem meu filho pagar por um erro que ele não fez de livre e espontânea vontade.

Altiaqui: A senhora chegou a levá-lo no hospital, e conversou com algum psiquiatra?

Dona Vera: Muitas vezes! Eles tentaram sedá-lo, davam injeção, pegavam a veia dele, e quando iam aplicar o resto do medicamento, ele cortava a “borrachinha” no dente e saia correndo, porque ai ele já estava necessitando usar mais drogas, saia correndo e não terminava de fazer o medicamento.

O delegado de policia de Altinópolis, Dr. Cezar, foi uma pessoa que eu pedi e ele algemou meu filho e o levou até o hospital para tomar os medicamentos, só que ai, o menino desesperado, ele não segurou, tirou as algemas e o menino foi embora. Isso aconteceu e não foi só uma vez, eu tenho provas disso, aconteceu umas quatro ou cinco vezes.

Altiaqui: A senhora procurou a assistência social?

Dona vera: Sim procurei, e procurei também a secretaria da saúde e o secretario Willian estava me ajudando para poder internar o “menino”.

Altiaqui: O que exatamente o hospital e assistente social falaram para senhora?

Dona Vera: Que não poderiam fazer nada sem autorização do Juiz da cidade, e eu pedi muitas vezes para eles amarrarem meu filho no hospital, ou prende-lo num quarto na delegacia, porque ele estava tão alucinado que não tinha condições de ficar dentro de casa, só que sem ordem do Juiz, eles falaram que não poderiam fazer nada.

Altiaqui: O Ronaldo sempre apresentou esse tipo de problemas, ou era um menino normal, trabalhador?

Dona Vera: O Ronaldo nunca apresentou esse tipo de problema, toda a vida ele foi lúcido, toda vida ele trabalhou e nunca tinha acontecido esse tipo de coisa com ele.

Altiaqui: A partir de quanto tempo a senhora imagina, ou sabe que ele vem usando drogas?

Dona Vera? Que ele começou no Crack, há um mês e meio.

Altiaqui: A senhora alega que procurou por todas as autoridades possíveis na cidade, seja na saúde, policia, assistência social, o próprio secretario de saúde e segundo a senhora, não lhe deram o auxílio. Qual o seu temor com relação a seu filho?

Dona Vera: O medo, é que meu filho pague por um crime que ele fez sem ver. Aconteceu? Sim aconteceu só que ele não estava consciente na hora que isso aconteceu, ele estava drogado, alucinado, ele não viu nada disso.

Altiaqui: Nós vamos conversar com as autoridades e de alguma forma tentar conseguir uma resposta para suas indagações e quem sabe um tratamento, que nem sei se será possível.

Dona Vera: È o que eu quero, é o mais justo.

Altiaqui: A senhora está acompanhada de uma moça grávida. O filho é do Ronaldo?

Dona Vera: Sim, filho do Ronaldo, ele já tem um filho de cinco anos, e agora tem esse que vai nascer daqui a dois meses.

Altiaqui: A senhora cita que o secretario de saúde lhe ajudou: ele deu alguma resposta se internaria o Ronaldo?

Dona Vera: Sim, ele falou que internaria. Porem, para isso teria que ter autorização do Juiz da cidade.

Altiaqui: E o psiquiatra, o que disse para senhora?

Dona Vera: Falou que o Ronaldo, precisava de uma internação, porque tudo aquilo que ele estava falando, ele não sabia o que estava conversando.

Ao final, dona Vera nos relatou que certa vez disse ao delegado: “Se um dia o senhor me vir na “bocada”, eu não estarei usando ou vendendo, mas sim comprando drogas para meu filho para mantê-lo dentro de casa”.

O altiqui ouviu as partes citadas por dona Vera e publica em matéria a seguir.

Ademir Feliciano

 

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Altiaqui ouve as pessoas citadas por dona Vera e o responsável pelo Hospital de Misericórdia.

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