HISTORIA DO REI MEDROSO! Por Ademir Feliciano

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HISTORIA DO REI MEDROSO! Por Ademir Feliciano

Há muito tempo no reino de “Piratopolis”, um rei que se julgava inatingível, fazia e desfazia, mandava e desmandava, pelo simples fato de achar que os seus súditos o temiam.

Um belo dia porem, seus súditos cansados das falcatruas e hostilidades de seu rei, começaram a espalhar sem medo, as magníficas historias que o malvado rei escondia.

Numa das historias, contam que o rei, certa feita, para se mostrar democrático, coisa que não era e nunca foi, lançou um desafio a seu povo.

Resolveu o rei colocar sua majestade a prova, e como uma pessoa comum deixou o cargo, ou o reinado, abriu mão do trono e criou uma eleição direta em seu reino, dando chances a quem quisesse se candidatar, inclusive ele mesmo assim também o fez.

Percebendo o feroz rei que corria o risco de perder as eleições, não se fez de rogado e passou a usar o poder do ouro que tinha par comprar os votos dos eleitores.

Numa de suas investidas, ao oferecer dinheiro a um camponês, não imaginava o rei que o velho e cansado homem a quem ele queria comprar, era ninguém menos que um cabo eleitoral do mais ferrenho adversário político que o rei tinha.

 

Prontamente o velho camponês, de posse do ouro que lhe oferecera o rei, foi ao juiz eleitoral do vilarejo e apresentou queixa contra o agora criminoso eleitoral, ex – rei candidato a rei.

O adversário político, de posse das informações que pesavam contra o rei, já se dava por vencedor da peleja, mas mal sabia ele, que a astucia do rei tirano, ia alem de suas imaginações.

Pois o rei chamou um de seus antigos conselheiros, que nos dias atuais deveriam ter o mesmo cargo e função de um vereador, e assim o propôs: pegue esse gravador portátil que consegui comprar no reino das águas claras, coloque no bolso de suas vestes e vá até o camponês, convença-o a dizer que nunca lhe ofertei ouro algum em troca de seu voto. E assim fez o fiel conselheiro.

Ao voltar e dar de novo com o rei, o conselheiro mostrou-lhe que havia conseguido a gravação, e em sua casa, diante de sua família, ligou o tal aparelho e la estava a gravação do camponês que convencido havia sido, e prestava falso testemunho a favor do rei. Pulos de alegria dava o reizito (era assim conhecido por falta de estatura) e comemorava sua mais satânica façanha.

O adversário político do rei, ao saber da tal sabotagem, passou a persegui-lo. Porem, sem muito sucesso por muitos dias. Mas num belo dia, estando o rei na oficina de conserto de liteiras, bigas e carroças de seu conselheiro, eis que longe avistam o adversário chegando. O rei passou a tremer como vara verde, chorava o coitado que antes se fazia de corajoso, e pediu pelo amor dos deuses que o escondessem, caso contrario estava vendo ali o seu fim.

Sem pestanejar, o velho conselheiro e seus filhos, levaram o rei para dentro de um pequeno cômodo que usavam como escritório, chavearam a porta e protegeram o rei tirano.

Do lado de fora ficou o velho conselheiro contendo a ira do adversário, enquanto la dentro o rei já se escondia em baixo de uma mesa aos prantos, suplicando para não abrirem a porta.

Com muita malicia e sabedoria, o velho conselheiro consegui convencer o adversário raivoso, que o rei ali não estava, e que a muito não o via pelo povoado. Acreditou o adversário no conto do velho conselheiro e retornou a seus afazeres no campo.

Algum tempo depois, certo de não mais estar correndo perigo, sai o rei de seu esconderijo provisório, olhos marejados e coração ainda palpitando de medo, agradece a ajuda dos amigos e vai embora com o rabinho entre as pernas.

O velho rei, com muitas falcatruas mais, vence as eleições, e uma das medidas de seu novo reinado, foi trair a quem o havia salvado a vida.

Passa o rei a caluniar o velho conselheiro e seus filhos, volta o rei a beneficiar apenas seus amigos de improbidades, inclusive o sacerdote a quem tomou por conselheiro espiritual, e o pagava a peso de ouro, com os impostos abusivos que arrecadava da população tão necessitada de tudo.

O velho conselheiro não deixou por menos, e nas eleições próximas, mostrou nas urnas o poder de seus mandatos, afinal era o velho conselheiro o mais antigo membro do conselho, e sempre eleito com o voto direto, e com maioria esmagadora sobre seus outros pares.

Passaram, o velho conselheiro e seus filhos, de aliados a adversários do rei, e lutaram com todas suas forças, reuniram mais aliados, pessoas de outros povoados se juntaram a eles, criaram um pergaminho de noticias que era distribuído gratuitamente a população (Ainda não havia internet naquele reino, só gravador), mobilizaram o povo, mostraram quem realmente era o tal rei, tiraram sua mascara em praça publica, e o fim dessa historia, eu contarei em outras publicações aqui mesmo nas paginas do altiaqui.

QUALQUER SEMELHANÇA COM FATOS OCORRIDOS QUE VOCES CONHEÇAM, NÃO É MERA COINCIDENCIA.

Isso será uma saga de pelo menos mais quatro ou cinco historias, o povo está contando e eu vou descrevê-las aqui nos próximos dias. AGUARDEM!

Um grande abraço e até a próxima.

Ademir Feliciano

 

 

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