COLUNA DE ROBERTO LEITE

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Roberto Leite, 25 anos, nascido e residente em Altinópolis é Técnico em Informática, trabalha na Câmara Municipal de Altinópolis desde 2.006 e também atua na área da música há 10 anos, como músico free lancer e professor de bateria. E-mail: robertoleite.net@hotmail.com

 

 

 

 

 

 

Ano Novo Vida Nova…. Mas será mesmo?

Bom, mais um ano se inicia e novamente é hora de fazer planos e esperar por “dias melhores”. Mas fico me perguntando sempre o que seriam “dias melhores”. Se realmente estamos nesta espera, porque agimos de forma tão incoerente com nossos planos. Tenho certeza que muitos músicos, inclusive eu, durante as festas de final de ano prometeu muita coisa do tipo, comprar um carro, uma casa, um novo instrumento, gravar um CD, DVD ou qualquer coisa parecida.

 

Vamos direto ao assunto. Na música existe algo realmente intrigante. Vou chamar de “concorrência desleal (para não chamar de Pirataria)” que de forma bem simples constitui em trabalhar a qualquer custo o que influencia no circuito profissional da atividade musical. É lógico que existem fatores realmente plausíveis que até poderiam justificar tal atitude como a avassaladora crise financeira que assolou o país, o aumento da procura e muitos outros.

 


Vamos exemplificar:

Supomos que você quer fazer uma festa e liga para a Banda X, que há tempos trabalha na área e possui uma apresentação digna de profissionais e que te cobra um preço justo que condiz com a qualidade do seu produto e serviço, vamos supor que seja R$ 1.000,00. Não contente você liga para a Banda Y que te cobra R$ 500,00. Qual você contrataria? Acredito que se você olhar apenas para a questão financeira fecharia na hora o show com a Banda Y e ainda sairia falando aos cantos que a Banda X está louca (principalmente se a Banda X for da cidade e a Banda Y for de fora).

Muito bem. Pergunto:

Será que a Banda Y trabalha com bons músicos? Porque artista não tem rótulo de ingredientes, posologia, indicações ou coisas do tipo. Será que não vai acabar com o seu evento? E depois não adianta ficar nervoso com a reclamação do público que até chega a pedir o dinheiro de volta, etc.

Exceções existem, graças a Deus, mas o que eu quero dizer é que já passou da hora dos músicos se darem ao valor e não permitir que as pessoas fiquem colocando preço no serviço da gente. Somos livres, cada um cobra o que quiser. Mas como tudo na vida, para cada ação há uma reação. Então não podemos reclamar.

Como poderíamos sonhar com “dias melhores” se quando estamos trabalhando deixamos jogar nosso preço lá em baixo e ainda escutamos coisas do tipo: Você está pedindo R$ 1.000,00, mas eu só tenho R$ 500,00 para pagar sua Banda, é pegar ou largar (sem contar que é bem possível chegar um carinha do violão que não trabalha profissionalmente e fazer o show em troca de algumas cervejinhas) Será que conseguiríamos chegar numa venda e dizer: O preço desse arroz é R$ 10,00 mais eu só tenho R$ 5,00, é pegar ou largar?


Ficaríamos sem o produto. Não estou querendo dizer que não existe outra forma de trabalhar, nem tão pouco estou criticando aqueles que negociam seus cachês de forma madura e com uma visão de futuro (pois até eu faço isso, preciso trabalhar). Mas é preciso tomar cuidado para não desvalorizar a nós mesmos, pois se o músico não se valorizar (e digo não só na questão financeira, mas profissional também), ninguém fará isso por nós! Aí sim podemos esperar por “Dias Melhores”.

Por ROBERTO LEITE

 

 

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