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CANCER DE MAMA
Câncer de Mama

Introdução
O câncer de mama é um tipo de câncer que acomete a mama, incluindo os tubos que levam leite ao mamilo, os lóbulos da mama (pequenas glândulas que produzem leite) ou o tecido não glandular (de sustentação) da mama.
O Câncer de mama é o segundo câncer mais comum em mulheres no mundo todo, com quase 700.000 novos casos diagnosticados anualmente. Resulta na morte de quase 200.000 mulheres ao ano e constitui a primeira causa de morte por câncer nas pessoas do sexo feminino entre 45 e 50 anos.
No Brasil, o câncer de mama ocupa o primeiro lugar em incidência nas regiões Sul, Nordeste e Sudeste sendo responsável, respectivamente, por 24,14%, 22,84% e 23,83% dos novos diagnósticos da doença feitos nas mulheres. Nas regiões Norte e Centro-Oeste ele é superado pelo câncer do colo uterino, mesmo assim, espera-se que o câncer de mama seja responsável por 16,03% e 14,54% dos diagnósticos de neoplasia realizados em mulheres. (Fontes: Divisão de Informação do Pro-Onco/INCA).
O risco de uma mulher desenvolver câncer de mama aumenta com a idade, de forma que mais de 3 em cada 4 casos acontece em mulheres acima dos 50 anos de idade. Além da idade, os fatores de risco incluem:
- Primeiro período menstrual antes dos 13 anos de idade,
- Menopausa depois dos 51 anos de idade,
- Uso de terapia de reposição hormonal com estrogênio,
- História de câncer de mama na família,
- Gravidez tardia (após os 30 anos de idade),
- Obesidade, especialmente após a menopausa,
- Uso de pílulas anticoncepcionais,
- Etilismo,
- Tabagismo,
- Sedentarismo.
Embora o câncer de mama seja muito mais comum em mulheres do que em homens, um número significativo de homens tem sido afetado a cada ano.
As principais formas de câncer de mama em mulheres incluem:
- Carcinoma Ductal Invasivo – (70% dos casos)
- Carcinoma Lobular Invasivo - (10% dos casos),
- Carcinomas Tubular, Mucinoso e Medular – (12 % dos casos).
- Doença de Paget – (1 % dos casos),
- Carcinoma inflamatório (1 a 4 % dos casos).
Como os médicos têm pedido mais mamografias às mulheres regularmente, eles também têm descoberto muitas outras condições pré-cancerosas antes delas se tornassem cânceres desenvolvidos. Estas condições incluem o Carcinoma Ductal em Situ (CDIS) e o Carcinoma Lobular em Situ e seus diagnósticos melhoram muito a expectativa de cura.
Quadro Clínico
- Caroço (nódulo) na mama,
- Mamilos invertidos,
- Rugosidade na pele do peito que se assemelha à textura de uma laranja,
- Espessamento da pele da mama ou debaixo do braço,
- Uma secreção clara ou com sangue vinda do mamilo,
- Vermelhidão ou inchaço da mama,
- Uma ferida ou úlcera na pele da mama que não cicatriza,
- Uma mudança na forma da mama, uma sendo mais alta que a outra.
Diagnóstico
O médico irá começar a investigação por uma história clínica detalhada, incluindo possíveis fatores de risco e história de câncer de mama na família. Ele investigará os sintomas descritos acima e irá suspeitar do câncer de mama se encontrar um caroço na mama durante o exame físico, ou se, numa mamografia (Rx da mama), encontrar uma área diferente do tecido normal da mama. A seguir ele solicitará um ultra-som para confirmar se o caroço é sólido ou cístico (cheio de líquido). Se o caroço for sólido, ele irá recomendar uma biópsia do tecido da mama (remoção de tecido da mama para exame no laboratório de patologia). O relatório da biópsia confirmará se o nódulo é câncer de mama ou não.
Prevenção
Enquanto não houver nenhuma garantia, há alguns passos que você pode dar para ajudar a prevenir o câncer de mama:
- Praticar o auto-exame da mama mensalmente,
- Fazer um exame clínico da mama com o ginecologista a cada três anos se estiver abaixo dos 40 anos de idade. Se tiver mais de 40 anos de idade, o exame deve ser feito anualmente.
- Fazer mamografias regulares – As mamografias podem descobrir câncer de mama de 2 a 5 anos antes de um tumor ficar grande o bastante para ser sentido como um caroço. Embora a freqüência específica de mamografias é controversa, muitos médicos ainda recomendam mamografias anuais para mulheres acima dos 40 anos.
- Manter um peso saudável,
- Não fumar,
- Fazer exercícios físicos regularmente,
- Limitar o uso de bebidas alcoólicas e seguir uma dieta saudável, com baixo teor de gordura e grande quantidade de legumes, frutas e verduras.
Tratamento
1. Cirurgia - As opções cirúrgicas são a mastectomia radical (remoção da mama afetada por inteiro) ou a quadrantectomia (remoção somente do caroço maligno e um pouco de tecido saudável ao redor dele – parte afetada da mama). A cirurgia pode ser seguida de radioterapia, e às vezes quimioterapia, com a intenção de destruir qualquer célula cancerosa remanescente.
2. Radioterapia - Quase sempre é recomendada depois da cirurgia para destruir qualquer célula de câncer deixada para trás e prevenir a recidiva local na mama (retorno).
3. Quimioterapia – Na dependência da extensão e da expansão do câncer, haverá a necessidade de quimioterapia. Em alguns casos, a quimioterapia pode ser recomendada antes da cirurgia para diminuir o tamanho de um grande tumor, de forma que ele possa ser removido mais facilmente depois. A Quimioterapia quase sempre é necessária se o câncer voltar.
Qual Médico Procurar?
Procure o ginecologista imediatamente se você encontrar um caroço ou uma rugosidade anormal em sua mama, uma inversão do mamilo, o extravasamento de uma secreção no bico do seio, inchaço ou mudança no contorno da mama, vermelhidão ou inflamação da pele da mama.
Prognóstico
Uma vez diagnosticado o tumor, o câncer de mama não irá desaparecer sozinho. Deve ser tratado corretamente ou irá crescer e esparramar.
O diagnóstico precoce melhora a expectativa de cura significativamente para as mulheres com câncer de mama. Se o tumor é pequeno e limitado à mama, mais de 90 por cento das mulheres sobrevivem durante pelo menos cinco anos depois do diagnóstico. Porém, se a doença esparrama pelo corpo antes do diagnóstico, a taxa de sobrevida diminui para menos de 16 por cento.
Fonte: Informedicals Ploclin
Última atualização (Sex, 01 de Janeiro de 2010 08:08)
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