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Dárcy quer procurador-geral na investigação sobre venda de casas da CDHU
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Ter, 22 de Novembro de 2011 |
Prefeita diz que está sendo vítima de "inescrupulosos interesses políticos"A prefeita de Ribeirão Preto, Dárcy Vera, enviou, nesta segunda-feira (21), um ofício ao procurador-geral de Justiça de São Paulo, Fernando Grella Vieira, pedindo que o Ministério Público acompanhe as investigações sobre a venda de casas da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU). Em entrevista coletiva, durante a manhã, ela afirmou que quer o envolvimento da procuradoria do Estado na apuração das denúncias, em que seu nome é citado. No Palácio do Rio Branco, cercada por todo o secretariado, Dárcy Vera leu um pronunciamento dizendo que já encaminhou ao MP todos os documentos sobre o caso, entre eles, duas listas com os nomes dos beneficiados com as casas do Conjunto Habitacional Paulo Gomes Romeo. A primeira publicada em 18 de dezembro de 2007, no governo Welson Gasparini, na qual muitas pessoas eram identificadas por apelidos e a segunda, revisada com a identificação dos mutuários, publicada em 3 de outubro deste ano. “As pessoas que estão nas casas deverão ser estas pessoas aqui listadas ou as que moravam na ‘favela da mata’ ”, afirmou. A prefeita também quer que o caso seja conduzido pela Delegacia Seccional de Ribeirão Preto. No encerramento de seu discurso, se colocou à disposição do MP e da polícia, mas esqueceu a Câmara de Vereadores, se retratando após ser alertada pelo vereador Walter Gomes de Oliveira (PR). Envolvida O nome da prefeita foi citado por Marta Aparecida Mobiglia, de 45 anos, suspeita de participar de um esquema que cobrava para, supostamente, favorecer a aquisição de casas no Conjunto Habitacional Paulo Gomes Romeo. Em depoimento à polícia, em 16 de novembro, a representante comercial, disse que negociou um emprego com Dárcy Vera, com as funções de recolher dinheiro e documentos para a aquisição de moradias. Ela seria responsável por repassar tudo à Marli Vera, irmã da prefeita, em troca de um salário de R$ 1,8 mil por mês. Vítima A prefeita se defendeu, afirmando que está sendo vítima de uma ação eleitoreira movida por “inescrupulosos interesses políticos” e apresentou uma série de documentos que provariam que é alvo de ameaças de morte e casos de estelionato usando seu nome desde 2007. Darcy afirma que este é o quarto caso de estelionato que envolve o seu nome, desde 2007, véspera das eleições municipais que a elegeram. Entre os casos estão o envio de caixas de bombom em seu nome para funcionários públicos, pedido de doações para instituições em seu nome, venda de shows também usando o seu nome e o da prefeitura e venda de atestados médicos com carimbo de médicos da prefeitura. Nos dois últimos casos, os responsáveis foram identificados e presos. Chaveirinho A prefeita disse ainda que foi vítima de duas ameaças de morte e 12 crimes eletrônicos, praticados na internet e se emocionou ao falar da irmã, também envolvida nas denúncias, que foi apelidada de “chaveirinho”. “Ela é pequena porque tem síndrome de Turner, que é rara”, afirmou. Com ocorrência de um caso para cada 2,5 mil mulheres, a doença causa baixa estatura, órgãos sexuais poucos desenvolvidos, má-formação das orelhas com problemas de audição, maior frequência de problemas renais e cardiovasculare e, na maioria dos casos, esterelidade. Inquérito O promotor de Justiça Sebastião Sérgio da Silveira acredita que funcionários públicos estão envolvidos em vendas irregulares de casas da CDHU. Um inquérito irá apurar se houve improbidade administrativa envolvendo servidores da CDHU e da Cohab. Para o promotor, as negociações contam com a ajuda de servidores. “Eu pessoalmente não acredito que pessoas de fora da CDHU e da Cohab possam estar intermediando isso sem a colaboração de funcionários desses dois órgãos. Vamos tentar apurar quem são de fato essas pessoas envolvidas no esquema”, afirma.
Fonte: Orlandiaonline
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Última atualização (Qua, 23 de Novembro de 2011 10:27)
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