As irregularidades em processos licitatórios foram novamente os problemas mais encontrados em municípios fiscalizados pela Controladoria-Geral da União (CGU). Na 30ª edição do seu Programa de Fiscalização por Sorteio, a CGU registrou problemas com licitações em 57 (ou 95%) dos 60 municípios fiscalizados. As irregularidades envolvem, entre outros, dispensa indevida da licitação; uso de uma mesma licitação para contratar diversas obras; montagem irregular dos processos licitatórios e vínculos familiares entre licitantes e o prefeito municipal.
Nesta edição, a CGU fiscalizou a aplicação de R$ 860 milhões nos 60 municípios e constatou, além das fraudes em licitações, desvio de recursos e de equipamentos, prática de sobrepreço e pagamentos por serviços não-realizados, entre muitos outros problemas. A fiscalização em campo foi feita entre outubro e dezembro do ano passado.
Criado em 2003, o programa de fiscalização por sorteio já chegou a 1.761 municípios (31,64 % dos municípios brasileiros), fiscalizando recursos totais da ordem de R$ 12,1 bilhões. Os relatórios referentes aos 60 municípios fiscalizados no 30º sorteio já estão disponíveis no sítio eletrônico da CGU, (www.cgu.gov.br), após terem sido encaminhados, para as providências cabíveis, aos ministérios transferidores dos recursos. Veja aqui a íntegra dos relatórios.
Além disso, os relatórios foram encaminhados também, como ocorre sistematicamente, ao Ministério Público (Federal e Estadual), ao Tribunal de Contas da União, à Advocacia-Geral da União, à Câmara dos Deputados e ao Senado da República (Mesas Diretoras e Comissões de Fiscalização Financeira e Controle), às prefeituras municipais e às câmaras municipais para as providências cabíveis em cada uma dessas instâncias.
Última atualização (Qua, 28 de Julho de 2010 18:59)
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Movimento Contra Corrupção quer incentivar eleitor a denunciar
Extraído de: Associação dos Defensores Públicos do Estado do Rio de Janeiro - 1 minuto atrás.
A possibilidade de o eleitor fazer denúncias ao Ministério Público Eleitoral (MPE) sobre a postura e a vida dos candidatos que vão disputar o pleito de outubro é o objetivo do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), que pretende fortalecer e ampliar o trabalho de seus comitês, que já existem em todos os estados, para orientar os que vão votar este ano.
De acordo com um dos diretores do movimento, Carlos Moura, os meios de comunicação terão papel muito importante nesse processo, porque muita coisa passa à margem do que está fixado na Lei da Ficha Limpa. Ele disse que é preciso convencer o eleitor da necessidade de conhecer melhor os políticos em quem vai votar.
Moura presidiu nesta terça-feira (20) reunião do movimento, com a presença do secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Dimas Lara Barbosa, do presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, e de representantes das 48 entidades que integram o MCCE.
Última atualização (Qui, 22 de Julho de 2010 11:21)
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Maluf oficializa candidatura à reeleição
Advogado diz que ele não é atingido pela Ficha Limpa, mas há dúvidas
SÃO PAULO. Com duas condenações em tribunais colegiados, o deputado Paulo Maluf (PP-SP) se prepara para homologar, na segunda-feira, sua candidatura à reeleição na convenção do partido. Seu advogado, Eduardo Nobre, disse ontem que Maluf não deverá ser enquadrado pela Lei da Ficha Limpa porque nenhuma das duas condenações, uma delas determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em dezembro do ano passado, encaixa-se na nova legislação.
A outra condenação foi divulgada há cerca de dois meses, a respeito de uma compra supostamente superfaturada de frangos em 1996, quando era prefeito de São Paulo. A ação de improbidade foi movida pelo Ministério Público Estadual (MPE), que havia sido derrotado em primeira instância. Na segunda instância, o MPE reverteu o resultado, mas com um placar de 2 votos a 1, o que garantiu à defesa do deputado o efeito suspensivo da sentença até que o caso seja julgado, mais uma vez, pelos sete desembargadores que compõem o Tribunal de Justiça.
- É uma situação especialíssima, em que se obtém o efeito suspensivo da decisão. Com isso, não está impedida a candidatura - afirmou o advogado Eduardo Nobre.
Última atualização (Ter, 22 de Junho de 2010 14:33)
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Lula não fará extravagância ao decidir se veta ou não reajuste de 7,7% para aposentados
Yara Aquino
Repórter da Agência Brasil
Brasília - Na véspera de decidir se veta ou não o reajuste aprovado pelo Congresso de 7,7% para aposentados e pensionistas que recebem mais de um salário mínimo por mês, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que não fará nenhuma "extravagância" motivado pelo período eleitoral, mas o que for melhor para o país.
Estamos vivendo um momento tão bom que vou fazer aquilo que for melhor para o Brasil. Não pensem que me deixarei seduzir por qualquer extravagância que alguém queira fazer por conta do processo eleitoral. Minha cabeça não funciona assim, a eleição é uma coisa passageira e o Brasil não jogará fora no século 21 as oportunidades que ele jogou fora no século 20, disse a jornalistas após uma solenidade em Queluzito (MG).
A proposta do governo, expressa em uma medida provisória (MP), era conceder aumento de 6,14%. A área econômica do governo recomendou ao presidente que vete o reajuste aprovado no Congresso. Ontem (13), o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou que se a área econômica convencer o presidente a vetar o aumento aprovado pelo Congresso, os 6,14% previstos na MP original serão mantidos. O fim do fator previdenciário, outra mudança feita na MP pelo Congresso, também deve ser vetado pelo presidente Lula.
Edição: Vinicius Doria
Última atualização (Qua, 16 de Junho de 2010 11:22)
Projeto retira do MP fiscalização da polícia
Extraído de: Associação do Ministério Público do Paraná - 23 horas atrás
Gazeta do Povo - 28/05/2010
Proposta que cria o Conselho Nacional de Polícia causa polêmica ao retirar o poder de fiscalização do Ministério Público sobre a ação das forças policiais
A criação do Conselho Nacional de Polícia, em análise no Congresso, pode mudar a forma como se fiscaliza a ação policial no país. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) põe fim ao controle externo da polícia, hoje uma incumbência do Ministério Público (MP) prevista no inciso 7 do artigo 129 da Constituição Federal. Pelo projeto, a tarefa passaria para um colegiado formado em sua maioria por delegados. Caberá ao novo órgão apurar denúncias contra policiais, abrir processos disciplinares e editar atos que regulamentam a atividade. Os defensores da emenda alegam que a fiscalização aumentará. Mas o argumento não convence os críticos. Para eles, a mudança aumenta o risco de impunidade.
O cabo de guerra põe de um lado os policiais e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), e de outro os integrantes do MP e da Associação Nacional dos Procuradores da República. O presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Brasil (Adepol), Carlos Eduardo Benito Jorge, diz que a fiscalização a ser feita pelo conselho será mais abrangente porque contará com representantes da sociedade. "A proposta não extingue, mas amplia o controle", diz. Ele não acredita que o conselho seja corporativista só por ser formado na maioria por delegados. "Hoje o que o Ministério Público tenta fazer é uma subordinação das polícias", diz. Já o presidente da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público, César Mattar Júnior, afirma que a mudança aumentará os casos de impunidade porque a polícia não aceita se submeter ao controle de ninguém.
Última atualização (Sáb, 29 de Maio de 2010 08:43)
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