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Armas não-letais: garantia de segurança no trabalho policial

Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo

Em 2009, a Polícia Militar recebeu 400 pistolas Taser; com uma delas impediu uma tentativa de suicídio na cidade de Osasco, na Grande São Paulo

Dentro de um cômodo, um homem começa a contagem regressiva para acabar com a própria vida. Ao redor da casa, policiais militares da Força Tática tentam convencê-lo do contrário. Já ferido na barriga pela faca que aperta contra o corpo e após conversar com familiares, amigos e um pastor evangélico, ele começa a contagem. Nesse instante, os policiais da equipe arrombam a porta onde o homem estava e, utilizando uma pistola de choque, o imobilizam e o impedem de tirar a própria vida.

A cena, que mais parece cena de filme policial, aconteceu no último dia 28 em Osasco, na Grande São Paulo, e, há seis meses, é uma realidade na Polícia Militar. A arma, uma pistola de choque Taser, é uma das novas ferramentas não-letais que complementam o trabalho da polícia no estado.

De origem norte-americana, a pistola de choque elétrico com mira a laser é capaz de provocar incapacidade neuromuscular por cerca de três segundos através de uma descarga de 50 mil volts, provocando a imobilização da pessoa atingida.

Somente no ano de 2009, 400 pistolas Taser foram doadas pelo Sistema Único de Segurança Pública (Susp), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). Distribuídas em todo o estado, as armas tiveram o processo de incorporação iniciado em setembro do mesmo ano.

Para o tenente-coronel Wanderley Mascarenhas de Souza, comandante da Escola de Educação Física PM - que recentemente ministrou um curso para 21 sargentos sobre o manuseio de armas não-letais -, elas complementam o trabalho dos policiais e se integram aos equipamentos já utilizados pela polícia. "Sabemos que as armas não-letais são vistas como uma alternativa tática; ela não substitui a arma letal", afirma.

 

Outras armas não-letais

Além da Taser, outras armas não-letais já fazem parte do cotidiano da Polícia Militar. Utilizada no controle de distúrbios civis e em situações onde pessoas suspeitas se abrigam dentro de imóveis abandonados e se recusam a sair, por exemplo, a granada de gás lacrimogêneo pode ser lançada através do mosquetão federal. Ela é considerada uma arma não-letal de longo alcance, pela capacidade de atingir um alvo a 150 metros de distância e lançar munições de borracha.

Outro recurso usado para controle de multidões, o spray de gás pimenta serve para tirar a pessoa de combate quando há reação por parte do suspeito. O spray também pode ser usado individualmente em casos onde haja combate individual do suspeito com o policial.

Com tecnologia japonesa, a tonfa, uma espécie de cassetete, é usada também como auxiliar aos equipamentos de proteção dos policiais. Sua utilização mais comum é na contenção de pessoas que demonstrem agressividade e possam estar armadas com correntes ou pedaços de pau, por exemplo.

Assessoria de Imprensa e Comunicação da Secretaria da Segurança Pública
Rua Líbero Badaró nº 39 - Centro / Telefone: (0xx11) 3291-6685
Portal: www.ssp.sp.gov.br

 

Última atualização (Ter, 04 de Maio de 2010 08:13)