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Cardeal do Vaticano critica em Fátima os padres que agem como “funcionários”

Cardeal do Vaticano critica em Fátima os padres que agem como “funcionários”
Prefeito da Congregação do Clero tece duras críticas à cultura contemporânea que faz crer que a vocação é totalmente anacrônica.
Anacronismo (do grego ἀνά "contra" e χρόνος "tempo") é um erro em cronologia, expressada na falta de alinhamento, consonância ou correspondência com uma época. Ocorre quando pessoas, eventos, palavras, objetos, costumes, sentimentos, pensamentos ou outras coisas que pertencem a uma determinada época são errôneamente retratados em outra época. Anacronismos podem ocorrer em um relato narrativo ou histórico, numa pintura, filme ou qualquer meio. Um exemplo poderia ser um filme encenado no século XIX em que aparecesse um computador. Nesse caso, dir-se-ia que o computador é um anacronismo.
O prefeito da Congregação para o Clero, do Vaticano, o cardeal brasileiro
Cláudio Hummes criticou ontem em Fátima os padres para quem o ministério se converteu “numa espécie de profissão eclesiástica, que desenvolvem como funcionários que aprenderam a fazer a sua missão”. Numa intervenção a encerrar o VI Simpósio do Clero, que decorreu desde terça-feira o cardeal acrescentou que esses padres tiveram um encontro “insuficiente e superficial” com Jesus Cristo.
Hummes falava em Fátima perante cerca de mil padres, pouco menos de um quarto do clero português. Para o cardeal, a cultura pós-moderna só desajuda: ela “nega toda a transcendência e trata de fazer crer que uma vocação como a presbiteral é totalmente anacrônica e mesmo sem fundamentos, retrógrada e irracional”. É uma cultura “urbana, pluralista, subjetivista secularizada, laicista”, que por vezes chega mesmo “ao extremo do niilismo”.
O relativismo com que o Papa Bento XVI caracteriza esta cultura recusa ainda “toda afirmação de uma verdade universal, absoluta, transcendente, fundamental e fundante”. E “arruína também os fundamentos da moral e se fecha à religião”. Cláudio Hummes acrescentou ainda que ela promove a “descristianização” na maioria dos países cristãos, “especialmente no Ocidente”. “Seria muito traumático
se a Europa se descristianizasse”, acrescentaria depois, já no período de debate com os participantes.
A influência da cultura pós-moderna acrescentou o cardeal brasileiro desde há três anos no Vaticano, pode mesmo levar a que alguns padres sintam a sua vocação como “anacrônica, retrógrada e irracional” e como que “esmagados” e perdendo lentamente o “sentido da vocação” e a fé.
Os padres também têm responsabilidades, afirmou o cardeal ao terminar.
E têm de “levantar-se, sair de casa e ir em busca das pessoas, onde elas vivem e trabalham”. Devem trabalhar em “campo aberto, no meio da sociedade e ali lançar a semente”. Numa outra intervenção feita quarta feira, o cardeal patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, também apontou na mesma direção: “Muitas vezes o pastor assemelha-se mais a um gestor de empresas do que ao pastor que conhece as pessoas, com os seus problemas próprios e o seu ritmo de caminhada”, afirmou.
O patriarca admitiu que muitos padres são “generosos no trabalho” e, “como diz o povo, trabalham que nem mouros, mas permanecem egocêntricos quando reivindicam autonomia de critérios, na gestão dos afetos, no estabelecer de prioridades,
na atitude perante os bens materiais”, criticou.
Num breve encontro com jornalistas, o cardeal Hummes referiu-se ainda à questão da pedofilia entre membros do clero: “Não há lugar para pedófilos na Igreja”, garantiu. E acrescentou que “a Igreja está decidida a afastar” quem está nessas condições.
Quanto ao celibato obrigatório, Hummes adiantou que “a Igreja continua firme” na doutrina: o celibato “é um dom, um carisma, também uma lei eclesiástica, algo dado por Deus”. Nada de mudanças, portanto.
05 de setembro de 2009
Santos Silva suspende Cara-a-Cara na TVI24
Padre não deve se candidatar a prefeito de Jardim do Seridó
- Publicado por Robson Pires - Em Política - 31 dez 2007 - 07:20 -
As declarações do Bispo Diocesano de Caicó, Dom Manoel Delson Pedreira da Cruz, dadas sábado passado ao programa “Prá Frente Seridó�? da Rádio Rural AM sepultaram, de vez, as pretensões do padre Jocimar Dantas no seu desejo de disputar a prefeitura municipal de Jardim do Seridó em 2008 conforme a mídia seridoense vem noticiando.
O bispo disse que:
Qualquer padre que queira se candidatar a prefeito nas eleições municipais do próximo ano será suspenso de ordens. Ele vá se dedicar a política e não ao ministério sacerdotal. A posição não é do Bispo. É da igreja. “O papel da igreja não é dividir�?. A escolha de um partido divide a comunidade.
O recado foi endereçado a outros padres:
“O padre não deve fazer do altar da igreja um palanque�?.
Numa referência explícita a alguns sacerdotes que desejam intervir na campanha política.
Não é só o Ademir que pensa assim. Que bom!
Nada contra nem a favor dos padres, apenas creio que: Cada um na sua!
È a região de frente com a informação
Ademir Feliciano
Última atualização (Ter, 02 de Fevereiro de 2010 14:27)
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